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Arquivos do Autor: Pai Douglas Barrios Jr.

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Douglas, parabéns pelo site!!! Está leve, bonito, clean… parabéns mesmo!!!

Festa temática cigana – Centro Espírita Caboclo Ventania

Dia 07 de junho de 2014 – Sítio em Mairiporã.

Prezados amigos, 

Foi alterado o horário da nossa Festa Cigana, a realizar-se sábado, dia 07 de junho, sítio em Mairiporã, com endereço: Estrada da Servidão número 18. Vamos sair todos juntos às 14h00 (quatorze horas) do terreiro. Pedimos a gentileza de colaborarem repassando essa informação para aqueles que não tem acesso à internet. Aconselhamos não irem em horário diferente para não correrem o risco de se perder no trajeto. Portanto, vamos todos juntos!

 

Caso prefiram segue no site www.cabocloventania.com.br o mapa do local. 

 

Obrigado ! 

mãe Katia e equipe

405 Pontos cantados na Umbanda

  1. Hino Da Umbanda
  2. Deu Meia-noite
  3. Exú Tranca Rua Das Almas
  4. Como É Lindo o Canto de Iemanjá
  5. 7 Flechas
  6. Dói, dói, dói, dói, dói (Pomba-Giras)
  7. Ogum
  8. Ponto De Todos Caboclos Da Umbanda
  9. Defuma Com As Ervas Da Jurema
  10. Preto Velho
  11. Ê, Caveira
  12. Pomba Gira Cigana da Estrada
  13. Festa Do Exú Tiriri
  14. Maria PAdilha ( de onde ela vem)
  15. Hino Dos Orixás
  16. Pontos de Iansã
  17. Pomba Gira Cigana
  18. Mamãe Oxum
  19. Atoto Obaluaê
  20. Maria Mulambo
  21. Exu Caveira
  22. Eu Abro a Nossa Gira
  23. Zé Pilintra Chegada
  24. Ponto de Maria Padilha
  25. Maria padilha das Almas
  26. Boemio da madrugada (Zé Pilintra)
  27. Moça Bonita
  28. Exú 7 Encruzilhadas
  29. Pombagira Rosa Vermelha
  30. Pai Xango
  31. Iansã
  32. Defumação de Ogum
  33. Pomba Gira Rosa Caveira
  34. Ogum beira-mar
  35. Saudação das 7 linhas
  36. Nesta Casa de Guerreiro
  37. Caboclo Sete Flechas
  38. Santo Antonio Pequenino
  39. Ogum Iara
  40. Oxossi (saudação)
  41. Oxalá meu pai
  42. Cobra Coral
  43. Ponto Para Dama da Noite
  44. Ogum (Sete Espadas)
  45. Zé Pilintra Oi Zé
  46. Exu Veludo
  47. Pomba Gira das Almas
  48. Pombagira Arreda Homem
  49. Exu Sete Catacumbas
  50. Ponto de Cigana II
  51. Tranca Ruas Dono do Meu Caminho
  52. Abertura da gira
  53. Exú Porteira
  54. Cabloco 7 Flechas
  55. Ogum Mege
  56. Oxóssi
  57. Preto velho 4 cantos da casa
  58. Saravá Iansã
  59. Defuma Filhos De Fé
  60. Vermelho e Negro
  61. Ô Jureminha, Ô Jurema
  62. Oração de Zé Baiano
  63. Maria Mulmabo, a Deusa Encantada
  64. Maria Farrapo (A Dona do Cabaré)
  65. Marinheiro
  66. To defumando
  67. Pombagira Sete Maridos
  68. Ogunhê
  69. É Mojibá
  70. Gargalhada
  71. Tata Caveira
  72. Pai Joaquim de Angola
  73. Rei da Demanda
  74. Vovó Catarina de Angola
  75. Exu Giramundo
  76. Lá No Portão – Exú
  77. Ponto De Abertura
  78. A historia de um certo Zé (Zé Pilintra)
  79. Ogum Rompe mato
  80. Ciganinha Menina
  81. Iemanjá
  82. Preta Velha Maria Redonda
  83. Marinheiro 2
  84. Baiano (chegada)
  85. Águas de Oxum
  86. Cigana do Oriente
  87. Ogum Guerreiro
  88. Ciganinha Ciganinha
  89. Caboclo Tupinambá
  90. Pai Joaquim de Angola (vovô)
  91. bAIANO bOM
  92. Cehegada de Zé Pelintra
  93. Oxalá
  94. Radio Patrulha
  95. Pomba Gira Cigana no Caminho do Terreiro
  96. Juremá
  97. Rompe mato caboclo
  98. Ogum de Ronda
  99. Ogum Chegou
  100. Deu meia noite
  101. Ponto da Cigana
  102. Festa Dos Pretos Velhos
  103. Caboclo Arranca Toco
  104. Portão do Cemitério
  105. Iansã e Iemanjá
  106. Ponto de pomba gira cigana
  107. Pomba Gira da Calunga
  108. Caboclos
  109. Preto Velho, Ponto 1
  110. Pai Oxossi
  111. Preto Velho Pai Joao
  112. Exú foi no Inferno
  113. Iansã Menina
  114. Cabocla Jurema
  115. Caboclo Ventania
  116. Cigana
  117. Exu Veludo (chamada)
  118. Lampiao Virgulino
  119. Ogum de Lei
  120. Eu Vou Fazer Batuque Pra Chamar Meu Protetor
  121. Iemanjá – Eu Fui Na Beira da Praia
  122. Oxum na cachoeira
  123. Clarão na encruzilhada
  124. ponto de preto velho(Pai Ântonio)
  125. Ogum bateu na porta
  126. Iemanja – Eu vou levar
  127. Saudação a Tranca Rua
  128. Pomba Gira Cigana Chegou!!
  129. Iansã do Balé
  130. Trabalhar para Quê?
  131. Cosme e Damião Cade Doun
  132. Cabloco Flexeiro
  133. Pomba Gira Formosa
  134. Pomba Gira do Cruzeiro
  135. Oxalá Meu Pai Tenha Pena de Nós
  136. Seu Zé
  137. Boiadeiro Camarada
  138. Casa de Exú
  139. Ogum (chegada)
  140. Iansã tem um leque
  141. Barraca Velha
  142. Abertura de Exu
  143. Ponto de Cigana III
  144. Força Bahiana
  145. Ogum Vence demanda
  146. Maria Padilha das 7 rosas
  147. Exú Não Brinca, Exú Não É de Brincadeira
  148. Preto Velho Subida
  149. Jurema filha de Tupi
  150. Sou Exu
  151. Seu Tiriri Chegou
  152. Cabocla Mariana
  153. Flor de Maio (Oxum)
  154. Cosme e Damião
  155. Filho de Nãna
  156. Baiano (Firmar ponto)
  157. Santo Antonio de Batalha
  158. Xango Justiça
  159. Pena Branca 3
  160. Iansã Santa Bárbara
  161. Defumação do Gongá Cruzado com Oxalá
  162. Baiano quem tem
  163. Cemitério É Praça Linda – Pomba Gira
  164. Quem nunca viu
  165. Ogum no seu cavalo branco
  166. Boiadeiro aqui choveu
  167. Abre a gira e pede licença
  168. Boiadeiro
  169. Mariazinha
  170. Xangô Caô
  171. Preto Velho quer trabalhar
  172. Exu Sete Covas – Chegada
  173. Oxossi Cabloco Roxo
  174. Oxum na Cachoeira 2
  175. Ze Pelintra já cumpriu sua missão
  176. Pomba Gira Rosa dos Ventos
  177. Oxossi na mata
  178. Saudação às 7 linhas
  179. Ogum Iê
  180. Pomba Gira Gargalhada
  181. Pretos Velhos Axé
  182. Abre Gira Fecha Gira juremá
  183. Ogum bera mar
  184. Umbanda cheirou
  185. Oxum Apará
  186. Baianos (chegada)
  187. Preto Velho Cade Rei congo
  188. Pisa no toco
  189. Mata da Jurema
  190. Cabocla Jandira
  191. Cade Pai Mané?
  192. Tranca Rua Me Abri o Terreiro!
  193. Pedrinho
  194. Iemanjá Foi na areia
  195. Iemanjá Janaina 2
  196. Xangô 1
  197. Ogum Megge
  198. Baiana Quebra Mandinga
  199. Seu Martinho Pescador
  200. Lamento da Cigana do Oriente
  201. Pomba Gira Sete Rosas
  202. Pedrinha
  203. Xangô Kaô
  1. Cosme e Damião (sua casa cheira)
  2. Severino Bahiano
  3. Boiadeiro cade BOIADA
  4. Exú é de querer
  5. Vestimenta de Caboclo
  6. Exu
  7. Iemanjá Janaina
  8. Boiadeiro toque o berrante
  9. Exu Sete da Lira
  10. Vovó Setesaias
  11. Sete Esquinas
  12. Oxum aieie…
  13. defumação
  14. Oxalá Cruzado com Tranca rua
  15. Abre a Gira com Oxalá
  16. Xangô 2
  17. Cabloco Oxala Chamou
  18. Linha de Oxum
  19. Que Moça É Aquela?
  20. Ogum Dilê
  21. Foi nas almas!
  22. Hino de Umbanda
  23. Maria Bonita
  24. Iemanjá rainha das ondas
  25. Boiadeiro Chetruá
  26. Me da um cigarro
  27. Ponto De Saudação À Oxalá
  28. Meu Pai Oxalá
  29. Yemanjá
  30. Chamada de baiano
  31. Pomba Gira Subida
  32. Caminho Escuro de Mulambo
  33. Zé Pelintra – Cidade das Torrinhas
  34. Segura o Coco
  35. Oxóssi assuviou
  36. Abre Gira Com Jurema
  37. Pai Joaquim Quando vinha da Bahia
  38. Boiadeiro Laça a corda
  39. Santo Antonio
  40. Cavaleiro de Aruanda
  41. Balança a Figueira (Exú)
  42. Sao cosme e damiao
  43. Xango 4
  44. Marinheiro Navio Negreiro
  45. Oxum Viva Oxum
  46. Xango 3
  47. Cabloco Venceu Demanda
  48. Baiano sabe trabalhar
  49. Ogum Menino
  50. Segredo Na Lua (Maria Conga)
  51. Rompe mato
  52. Zer Pilintra Punhal de Aço
  53. Cabloco Sete Estrelas
  54. Iemanjá Rainha
  55. Exu Pedra Negra
  56. Oke Caboclo
  57. Na Cachoeira de Mamãe Oxum
  58. Preto Velho (cidade)
  59. Ogum não podia beber
  60. Oxossi Êeee
  61. Tupinamba na beira do Rio
  62. Preto Chamada de Pai velho
  63. Caminhando eu vi
  64. Pombagira Sob a Luz do Luar!
  65. Orixá Oxossi
  66. Mariazinha Sacode a Saia
  67. Pena Branca 2
  68. Cabloco Atirou
  69. Exu Guerreiro
  70. chamada
  71. Cabloco Pena Branca cruzado com Oxossi
  72. Molambo, Magia e Encanto
  73. Exu Mirim Subida
  74. Saudação Babalaô
  75. Valei-me Senhora Aparecida (Baianos)
  76. Ogum (subida)
  77. Iemanjá Na Beira do Mar
  78. Vovó não quer
  79. Encruzilhada
  80. Flores no Mar
  81. Passarinho Azulão
  82. Cruzamento de Terreiro
  83. Casa de Pombo
  84. Tranca Rua Elevação
  85. Meu Deus Como É Lindo (Oxum)
  86. Caboclinho da Mata Virgem
  87. Caboclo Tupi
  88. tupinambá
  89. Tia Maria
  90. Pai João Cade vó Maria
  91. Agô Pai Ogum
  92. Fecha Gira
  93. Jurema Tem Pena De Mim
  94. Xângo vem do céu
  95. Orixá Oxóssi Jurema
  96. Praça Linda
  97. Caboclo Samambaia
  98. Kio Kio Sou o flecheiro
  99. João Baiano
  100. Como eu andei Maria Molambo
  101. Firma o Conga
  102. Oxum Ori
  103. Mariazinha Rezando
  104. Preto Velho Vovó nao quer!!
  105. Preto Velho Campina
  106. Adeus Pomba Gira
  107. Guerreiro Da Mata
  108. Oh minha Santa barbara
  109. São cosme e São Damião
  110. Deixa Essa Pedreira Aí
  111. Cabloquinha da Jurema
  112. Jurema Onde esta?
  113. Baiano Lamp
  114. Onde está a Jurema
  115. Um Baiano
  116. Umbanda Oxalá
  117. Toco Preto
  118. Vovó caminda
  119. Za za za
  120. Caboclo Eru
  121. Oxossi Subida
  122. Iemanjá na praia Grande
  123. Mamae Iemanja Mamae sereia
  124. Exu Soltei um pombo
  125. Subida Dos Caboclos (Homenagem Ao Pedra Branca)
  126. São Jorge Vai Ser Meu Padrinho
  127. Na Família de Pombo-gira
  128. Fechamento
  129. Onde a Flecha Caiu
  130. cabolco Rompe matas
  131. Mariazinha 3 Estrelas
  132. Preto velho pode ser preto
  133. Preto Velho lampiao de vidro
  134. Boiadeiro Cirandeiro
  135. Cigana da Minha Devoção
  136. Saudar Oxalá
  137. Cosme (Subida)
  138. Baiano na caçada
  139. Rema a Canoa
  140. Lei da Floresta
  141. Seu Penacho é Verde
  142. Aieieu
  143. Iemanjá Linda Aruê
  144. Fechando a Gira
  145. Joga flores no mar
  146. Bate palmas a coroa
  147. Vovó Catarina de Angola dá
  148. Baianinha
  149. Gloria a Deus
  150. Caboclo Sete Penas
  151. Oxalá e eu
  152. Chicotinho Queimado
  153. Cigana Diana Braz
  154. Ogum Mando Recado Pra Exú Embora
  155. É o A, É o B (Preto Velho)
  156. Sereia
  157. O Lírio Do Cabloco
  158. Na sua Aldeia
  159. Mariazinha Subida
  160. Tupi Namba
  161. Boideiro da Bezala
  162. Tempo
  163. Seu Sete Ondas de Jesus de Nazaré
  164. Seu Agodô
  165. Saravá Babá (Preto Velho)
  166. Bananeira
  167. Um Patuá
  168. Cosme e Damiao colhendo as rozas
  169. Bahianao Malaquias
  170. Curibembé Seu Sete Flechas
  171. Subida de Maria Conga
  172. Cabocla Jurema Tronqueira
  173. Cao Odilê
  174. Se eu colhesse
  175. Pai
  176. Cabloco Nao tem Caminho
  177. Cabloquinho Nao Chore
  178. Cabloco Ventania 2
  179. Pomba Gira No Bode
  180. Cachoeira e Cachoerinha
  181. Amigo de Lampião
  182. Cosme e Damião na Cabeça de vocês
  183. Santa Barbara Virgem de Coroa
  184. Bate palma pra Damião
  185. Mariazinha da Beira do Rio
  186. Veio Janaina Sereia de Iemanjá
  187. Iemanjá rainha do Brasil
  188. Teu Pai É Lindo
  189. Ele é pai
  190. Navio de São Salvador
  191. Caboclo Tupaíba
  192. Cabloco Maragaia
  193. Filho de Sereia
  194. E do querer
  195. Laroye Popogire
  196. Nas águas Da Cascata Que Oxum Apareceu
  197. Ponto de Bomba-Gira cigana Nadjara
  198. Santo Guerreiro
  199. Rio de conchas
  200. Vó sofia é…
  201. No meio do caminho
  202. Carroagem Que Ogum Ganho

Vida após a morte: o paraíso espírita.

Diz a doutrina espírita que, depois da morte, há uma nova vida: esta é uma jornada certa e cheia de revelações para os espíritos desencarnados. Agora, descubra mais sobre o lado de lá

Há quem diga que a morte é a única certeza que temos na vida. Para os  adeptos do espiritismo, no entanto, há uma certeza ainda mais significativa: o fato de que, depois da morte do corpo físico, o espírito se liberta, tornando-se consciente e verdadeiramente vivo.

Mas, afinal, como é essa tal de vida espiritual? Para onde vamos, o que fazemos, com o que nos preocupamos quando chegamos ao lado de lá? Segundo os kardecistas, há várias respostas possíveis. Após a morte, os caminhos de cada um se abrem conforme diferentes circunstâncias, desde a forma como morremos até a maneira como agimos na Terra.

Uma coisa é certa: cada ser une-se a outros que possuem o mesmo padrão vibratório de pensamento. Assim, todos têm possibilidade de desenvolver-se ao lado de seus semelhantes, como em uma escola, até que estejam aptos a alcançar níveis superiores da espiritualidade.

 Recém-chegados

Como o espírito é totalmente ligado ao pensamento, a consciência da vida após a morte não é a mesma para todos. Seja por desconhecimento do mundo espiritual ou, simplesmente, porque sofreram morte repentina, muitos recém-chegados nem sequer têm noção de que desencarnaram. Em casos assim, é muito comum manter o indivíduo dormindo enquanto ele é preparado, por espíritos socorristas, para receber e entender a notícia da morte sem grandes choques.

Segundo os ensinamentos de Allan Kardec, há também os casos de pessoas que morrem por problemas de saúde ou acidentes violentos e, ao chegar do outro lado, acabam indo para verdadeiros hospitais, a fim de que se recuperem completamente da doença. “Quem desencarna doente continua o tratamento no mundo espiritual até estar curado”, explica Regina Helena Tuma Carlini, uma das diretoras da Federação Espírita do Estado de São Paulo.

Os socorristas, segundo Regina, podem ser espíritos próximos, como parentes desencarnados há mais tempo, grandes amigos e, também, aqueles que já trabalhavam no auxílio ao próximo na vida terrena, como médicos e enfermeiros que já passaram pela aprendizagem do outro lado da vida, evoluíram e, agora, podem auxiliar os que chegam.

Necessidades terrenas

Quando o espírito finalmente entende que a morte não é o fim de tudo, começa a descobrir como tocar sua vida do lado de lá. Nessa fase, é comum perceber que muitas de suas necessidades terrenas ainda continuam bastante presentes. “O alcoólatra tenderá a unir-se com outros alcoólatras e buscar lugares onde possam absorver essa energia, principalmente, em bares que frequentavam quando encarnados”, exemplifica Regina.

Isso acontece porque as impressões da vida terrena ainda estão marcadas no perispírito, o laço que une o espírito à matéria do corpo e que continua conosco no próximo plano. Assim, existem espíritos com sede, com fome e com necessidade de sexo, por exemplo. Em casos extremos, eles se ligam a pessoas vivas, como um obsessor, para poder receber as energias que lhe interessam.

Quando são bem orientados, aos poucos os espíritos vão se conscientizando de que não precisam mais de alimentos e bebidas para conseguir energia, por exemplo. “Quando finalmente conseguem libertar-se das necessidades terrenas, os espíritos passam a se satisfazer com alimento fluídico, que é bem mais sutil e o sustenta plenamente”, esclarece Regina, lembrando que Gandhi, detentor de um grau superior de evolução espiritual, conseguia fazer greve de fome, tirando energia da própria respiração, pois sua mente já estava preparada para sustentá-lo.

O grande despertar

Com o tempo, os espíritos se libertam das necessidades materiais e se curam das mazelas terrenas, cada um em seu ritmo de evolução. Quando entendem plenamente sua nova condição de vida, já estão prontos para começar a trabalhar – no mundo espiritual há muito trabalho a ser feito, desde cuidar de crianças e amparar doentes até construir casas e vigiar as entradas das colônias espirituais.

Depois de algum tempo, o próprio espírito deve se dedicar ao estudo de suas próprias ações, para descobrir e determinar como deve voltar à Terra, ou seja, que provas terá de enfrentar para reparar seus erros. Ana Gaspar, fundadora do centro espírita Nosso Lar, em São Paulo, esclarece que, antes da reencarnação, somos nós próprios quem escolhemos as provas pelas quais iremos passar, seja cuidar de um filho doente, passar por um casamento difícil ou, até mesmo nascer em uma família rica e ter de lidar com os perigos e conseqüências de nosso livre arbítrio.

Um lar para todos nós

Entre as colônias espirituais, a Nosso Lar é uma das que se tornou mais conhecidas, tendo sido descrita em detalhes pelo espírito André Luis, que teve 19 livros psicografados por Chico Xavier. Em um de seus mais impressionantes relatos, o espírito descreve a paisagem da colônia, destacando seu formato de estrela de seis pontas e as fontes luminosas multicoloridas e flores delicadas e graciosas que enfeitam suas praças. No geral, Nosso Lar se parece com as cidades que conhecemos no plano material, com a diferença ser muito limpa, organizada, harmoniosa e cheia de energia positiva.

 Colônias do bem

Enquanto desencarnados, muitos espíritos vivem nas chamadas colônias espirituais. Estruturalmente parecidas com as cidades do plano físico, as colônias são espécies de comunidades que se reúniem em prol de uma causa em comum.

Muitas vezes, essas colônias estão ligadas a cidades específicas da Terra – por exemplo, existe uma colônia conectada à cidade de São Paulo, uma relacionada a Recife, outra ligada a Nova York etc. O mais importante sobre as colônias espirituais, no entanto, é que elas geralmente reúnem moradores com semelhança de pensamento. Assim, existem colônias para amantes da poesia, defensores da ecologia, profissionais da música, pesquisadores de novas tecnologias, estudiosos do kardecistmo etc. Isso para citar só alguns exemplos.

As colônias também são uma forma de evitar um choque ainda maior com mudanças, pois, se alguém só fala em português, não pode cair em uma colônia de americanos ou chineses, por exemplo, pois, por um bom tempo, ainda precisará se comunicar da forma com a qual estava acostumado.

 

Nas sombras do Umbral

Os espíritos que ainda não estão suficientemente evoluídos para se juntar a uma colônia, tem grandes chances de ir parar em mundos inferiores do plano espiritual, em uma região conhecida como Umbral.

Apesar de escuro e cheio de energias negativas, o Umbral não é, como geralmente descrito o inferno do catolicismo, um castigo eterno. Segundo os ensinamentos de Allan Kardec, lá os espíritos tem chance de evoluírem e, passo a passo, alcançarem as esferas superiores.

Nessa região, assim como na Terra, nas colônias ou em qualquer lugar do plano material ou espiritual, os espíritos têm a chance de aprender através do estudo, da prece e da evocação de bons pensamentos.

O importante de verdade, em qualquer etapa do caminho, é lembrar que a viagem está apenas começando.

Suicídio: voluntário ou não

Ana Gaspar afirma que, em certa altura do livro Nosso Lar, André Luis ouve vozes que o chamam de suicida. Ele fica indignado, pois, como pode ser um suicida se ele ficou hospitalizado até morrer? Então, os mentores explicam que ele foi um suicida “indiretamente”, porque sua morte foi acelerada pelo estilo de vida abusivo que teve, com excessos de álcool e sexo, levando-o a ter um câncer que abreviou sua vida. Se cuidasse melhor de si, não morreria tão cedo. “São muitos os chamados de suicidas indiretos. É preciso cuidar bem de sua morada na Terra, para que não desencarne antes da hora”, avisa Ana Gaspar.

Já aquele que conscientemente decide acabar com a própria vida, geralmente está tão atormentado que chega ao plano espiritual e se une a outros seres com o mesmo padrão vibracional, sofrendo muito ao relembrar o momento da própria morte. Até que conseguem ser ajudados por espíritos socorristas. Uma dessas colônias de vibração muito pesada, o vale dos suicidas, é mostrado no livro Memórias de um suicida, de Ivone Pereira. Mas, avisamos, é uma obra muito densa e não é uma leitura recomendável para quem está começando a receber informações sobre espiritismo. O ideal é começar com Nosso Lar ou o O livro dos espíritos, para que os bons pensamentos o acompanhem.

19/04 – Homenagem a Ogun

Olá irmãos

Que a paz de Oxalá esteja com todos

Postamos a alguns dias as qualidades de Ogum no candomblé, hoje postamos uma ressalva sobre Ogum dentro do culto da Umbanda.
Vamos as Definições e Histórias de Ogum:

Primeiro precisamos entender que quando falamos dos Oguns que baixam nos Templos de Umbanda rodando suas espadas no ar, não são o próprio Orixá Ogum, pois o Orixá não baixa na Umbanda, muito menos são Caboclos de Ogum, os caboclos de Ogum são índios que fazem cruzamento com este Orixá.
O Povo de Ogum que baixa nos terreiros são espíritos de homens que fora ligados ao militarismo de alguma forma, estes espíritos por afinidades astrológicas e energéticas trabalham nessa linha são Guerreiros Romanos, Gregos, Espartanos, Mouros, Gauleses, Bárbaros,Hititas, Egípcios, Malês, Sarracenos, Templários, Britânicos, Chefes Indígenas, Bedúinos,Persas, Macedônios, Chineses, Samurais, Babilônicos, enfim vários países e territórios.
Vamos a explicações:

Ogum Matinata: Veste Vermelho apenas, é a linha mais pura de Ogum, sando chamado por Ogum Guerreiro.

Ogum Beira-Mar: Veste Vermelho e Azul Claro, ligado as praias de Iemanjá, conhecido como o Sentinela de Maria.

Ogum de Lei (Ogum Delê): Ligado a Xangô usa Vermelho e dourado, cor de sua armadura trás uma balança nas mãos ligado a execução da justiça.

Ogum Yara: Ligado a Ibeji e Oxum, usa vermelho e Azul escuro trabalha nas nascentes dos rios.

Ogum Malê ou Malei: Ogum ligado a Oxalá,patrono das entidades do Oriente e de Cura, cuida de todos espíritos dos médicos astrais, usa Vermelho e Branco, não usa acapacete.

Ogum Megê: Serventia de Obaluae, regula os Exus, trabalha muitas vezes dentro da Calunguinha, veste Preto, Vermelho e Amarelo, usa bandeira e lança como arma,alguns usam espadas, sempre respresentado montado num cavalo branco.

Ogum Rompe-Mato: Ligado a Oxossí, cuida das entradas das matas e florestas, usa Verde escuro e Vermelho, uma espada de São Jorge na mão, alguns usam fitas na cabeça.

Ogum Sete-Espadas: Ligado a energia pura de Ogum, vibra com Ogum Matinata, usa uma espada na mão e outras seis cruzadas na capa, Usa vermelho e prata.

Ogum Sete-Ondas: Vibra com Ogum Beira-Mar, trabalha nas ondas do mar,ligado a Iemanjá usa Azul Royal e Vermelho, se veste com capacete de conchas.

Ogum das Pedreiras: Guarda as pedreiras de Xangô de armadura dourada e penas marrons, vibra com Ogum de Lei quase não se desloca grande executor não aceita ordens.

Ogum Caiçara: Vibra com Ogum Yara, usa Vermelho e Azul bebê, se desloca pelo templo cuida do fundo da foz dos Rios.

Ogum do Oriente: Vibra com Ogum Malê, coms ligações arábes traz um turbante, vibra com as cores vemelho, branco e dourado.

Ogum de Ronda: Trabalha com Ogum Megê trabalha nas entradas da Calunguinha, corre sua ronda a Meia-Noite.Usa Preto, Vermelho e Verde. Trás cruz de Malta no peito.

Ogum das Matas: Usa Verde e Branco são espíritos Indigênas, usam espadas e bradam muito.

Ogum Sete-Lanças: Ligado a Ogum Matinata e Sete-Espadas usa vermelho apenas,  roda cruzando o terreiro.

Ogum Sete-Mares: Ligado a Ogum Beira-Mar e Ogum Sete-Ondas, cuida dos Mares usa azul bem escuro e vermelho.

Ogum de Ouro: Trabalha com Ogum de Lei e Ogum das Pedreiras, Usa Vermelho e Amarelo. Vibra com Iansã.

Ogum Menino: Vem com Ogum Yara e Ogum Caiçara trabalha nos lajeados e barrado de corais. Usa Vermelho e Azul.

Ogum da Lua: vibra com Ogum Malê e Ogum do Oriente, trabalha nas vibrações lunares, nos campos abertos do Humaitá. Usa Vermelho e branco.

Ogum Xoroquê: Trabalha com Ogum Megê e Ogum de Ronda vibra muito com Exu, ligado a obaluae tbm, é o Ogum mais negativo. Usa Preto, Vermelho e Branco.

Ogum dos Rios: Trabalha com Ogum Rompe-Mato e Ogum das Matas usa verde Agua e vermelho apesar do nome trabalha nas Pontes.

Além desses ainda existem outros Oguns: Ogum Naruê (Trabalha na calunguinha), Ogum da Estrada (Trabalha na estrada), Ogum Rompe Folha (Trabalha na Mata) Ogum Bandeira (Trabalha no Humaitá), Ogum Gererê (Ligado a Xangô).

Que Oxalá nos abençoe sempre

05/04 – Exu e Pomba Gira

Muito se fala a respeito dos Exus, mas pouco se entende. Tendo isto em vista, vamos tentar colocar em palavras mais simples a respeito dos mesmos.

Exus são espíritos que já encarnaram na terra.  Na sua maioria, tiveram em encarnações anteriores cometidos vários crimes ou viveram de modo a prejudicar seriamente sua evolução espiritual, sendo assim estes espíritos optaram por prosseguir sua evolução espiritual através da prática da caridade,  incorporando nos terreiros de Umbanda.

São muito amigos, quando tratados com respeito e carinho, são desconfiados mas gostam de ser presenteados e sempre lembrados. Estes espíritos, assim como os Preto-velhos, crianças e caboclos, são servidores dos Orixás. 

Apesar das imagens de Exus, fazerem referência ao “Diabo” medieval (herança do Sincretismo religioso), eles não devem ser associados a prática do “Mal”, pois como são servidores dos Orixás, todos tem funções específicas e seguem as ordens que lhe são passadas.  Dentre várias, duas das principais funções dos Exus são: a abertura dos caminhos e a proteção de terreiros e médiuns contra espíritos perturbadores durante a gira ou obrigações.   

Desta forma estes espíritos não trabalham somente durante a “gira de Exus” dando consultas, onde resolvem problemas de emprego, pessoal, demanda e  etc. de seus consulentes.  Mas também durante as outras giras (Caboclos, Preto-velhosCiganos, Baianos, etc), protegendo o terreiro  e os médiuns, para que a caridade possa ser praticada.

Exú é Mau?

Muitos acreditam que nossos amigos Exus são demônios, maus, ruins, perversos, que bebem sangue e se regozijam com as desgraças que podem provocar.

Exú é neutro, quem faz o mal são os médiuns que utilizam os Exús para fazerem trabalhos que prejudiquem outras pessoas.

Na verdade o mal ou o bem, como já afirmamos é produto da vontade e da evolução do próprio homem e Exu esta acima do bem e do mal, sentimentos esses pertencentes a evolução humana.

Os negros africanos em suas danças nas senzalas, nas quais os brancos achavam que eram a forma deles saudarem os santos, incorporavam alguns Exus, com seu brado e jeito maroto e extrovertido, assustavam os brancos que se afastavam ou agrediam os médiuns dizendo que eles estavam possuídos por demônios.

Com o passar do tempo, os brancos tomaram conhecimento dos sacrifícios que os negros ofereciam a Exu, o que reafirmou sua hipótese de que essa forma de incorporação era devido a demônios.

As cores de Exu, também reafirmaram os medos e fascinação que rondavam as pessoas mais sensíveis.

De um texto extraído do livro “ O Guardião da Meia- Noite” podemos ter uma idéia de quem é Exú:

“Não derrubo quem não merece, nem elevo quem não fizer por merecer.

Não traio ninguém, mas não deixo de castigar um traidor.

Não castigo um inocente, mas não perdôo um culpado.

Não dou a um devedor, mas não tiro de um credor.

Não salvo a quem quer perder-se, mas não ponho a perder quem quer salvar-se.

Não ajudo a morrer quem quer viver, mas não deixo vivo quem quer matar-se.

Não tomo de quem achar, mas não devolvo a quem perder.

Não pego o poder do Senhor da Luz, mas não recuso o poder do Senhor das Trevas.

Não induzo ninguém a abandonar o caminho da Lei, mas não culpo quem dele se afastar.

Não ajudo quem não quer ser ajudado, mas não nego ajuda a quem merecer.
Sirvo à Luz. Mas também sirvo às Trevas.

No meu reino eu mando e sei me comportar.

Não peço o impossível, mas dou o possível.
Nem tudo que me pedem eu dou, mas nem tudo que dou é porque me pediram.
Só respeito a Lei do Grande da Luz e das Trevas e nada mais.

Mas Então Quem É Exu?

Exu, termo originário do idioma Yorubá, da Nigéria, na África, divindade afro e que representa o vigor, a energia que gira em espiral.

No Brasil, os Senhores conhecidos como Exus, por atuarem no mistério cuja energia prevalente é Exu, e tanto assim, em todo o resto do mundo são os verdadeiros Guardiões das pilastras da criação. Preservando e atuando dentro do mistério Exu.

Ele é o guardião dos caminhos, soldado dos Pretos-velhos e Caboclos, emissário entre os homens e os Orixás, lutador contra o mau, sempre de frente, sem medo, sem mandar recado.

Verdadeiros cobradores do carma e responsáveis pelos espíritos humanos caídos representam e são o braço armado e a espada divina do Criador nas Trevas, combatendo o mal e responsáveis pela estabilidade astral na escuridão. Senhores do plano negativo atuam dentro de seus mistérios regendo seus domínios e os caminhos por onde percorre a humanidade.

Em seus trabalhos Exu corta demandas, desfaz trabalhos e feitiços e magia negra, feitos por espíritos malignos. Ajudam nos descarregos e desobsessões retirando os espíritos obsessores e os trevosos, e os encaminhando para luz ou para que possam cumprir suas penas em outros lugares do astral inferior.

Seu dia é a Segunda-feira, seu patrono é Santo Antônio, em cuja data comemorativa tem também sua comemoração. Sua roupa, quando lhe é permitido usá-la tem as cores preta e vermelha, podendo também ser preta e branca, ou conter outras cores, dependendo da irradiação a qual correspondem. Completa a vestimenta o uso de cartolas (ou chapéus diversos), capas, véus, e até mesmo bengalas e punhais em alguns casos.

A roupagem fluídica dos Exus varia de acordo com o seu grau evolutivo, função, missão e localização. Normalmente, em campos de batalhas, eles usam o uniforme adequado. Seu aspecto tem sempre a função de amedrontar e intimidar. Suas emanações vibratórias são pesadas, perturbadoras.

É claro que em determinados lugares, eles se apresentarão de maneira diversa. Em centros espíritas, podem aparecer como “guardas”. Em caravanas espirituais, como lanceiros. Já foi verificado que alguns se apresentam de maneira fina: com ternos, chapéus, etc.

Eles têm grande capacidade de mudar a aparência, podem surgir como seres horrendos, animais grotescos, etc.

Às vezes temido, às vezes amado, mas sempre alegre, honesto e combatente da maldade no mundo, assim é Exu.

Algumas palavras sobre os exus:

· Tem palavra e a honram;
· Buscam evoluir;
· Por sua função cármica de Guardião, sofrem com os constantes choques energéticos a que estão expostos; 
·
Afastam-se daqueles que atrasam a sua evolução;
· Estas Entidades mostram-se sempre justas, dificilmente demonstrando emotividade, dando-nos a impressão de serem mais “Duras” que as demais Entidades;
·  São caridosas e trabalham nas suas consultas, mais com os assuntos Terra a Terra;
·  Sempre estão nos lugares mais perigosos para a Alma Humana;

“Pela Misericórdia de DEUS, que me permitiu a convivência com essas Entidades desde a adolescência, através dos mais diferentes filhos de fé, de diferentes terreiros, aprendi a reconhecê-los e dar-lhes o justo valor. Durante todos estes anos, dos EXÚS, POMBO-GIRAS e MIRINS recebi apenas o Bem, o Amor, a Alegria, a Proteção, o Desbloqueio emocional, além de muitas e muitas verdadeiras aulas de aprendizado variado. Esclareceram-me, afastando-me gradualmente da ILUSÃO DO PODER. Nunca me pediram nada em troca.  Apenas exigiram meu próprio esforço. Mostraram-me os perigos e ensinaram-me a reconhecer a falsidade, a ignorância e as fraquezas humanas.  Torno a repetir, jamais pediram algo para si próprios.   Só recebi e só vi neles o Bem.”  –  

Testemunho de um Pai-de-Santo.   

Método e Atuação dos Exus

A maneira dos Exus atuarem, às vezes nos choca, pois achamos que eles devem ser caridosos, benevolentes, etc. Mas, como podemos tratar mentes transviadas no mal? Os exus usam as ferramentas que sabem usar: a força, o medo, as magias, as capturas, etc.

Os métodos podem parecer, para nós, um pouco sem “amor”, mas eles sabem como agir quando necessitam que a Lei chegue às trevas.

Eles ajudam aqueles que querem retornar à Luz, mas não impedem aqueles que querem “cair” nas trevas. Quando a Lei deve ser executada, Eles a executam da melhor maneira possível doa a quem doer.

Os exus, como executores da Lei e do Karma, esgotam os vícios humanos, de maneira intensiva. Às vezes, um veneno é combatido com o próprio veneno, como se fosse a picada de uma cobra venenosa. Assim, muitos vícios e desvios, são combatidos com eles mesmos. Um exemplo, para ilustrar:

Uma pessoa quando está desequilibrada no campo da fé, precisa de um tratamento de choque. Normalmente ela, após muitas quedas, recorre a uma religião e torna-se fanática, ou seja, ela esgota o seu desequilíbrio, com outro desequilíbrio: a falta de fé com o fanatismo. Parece um paradoxo? Sim, parece, mas é extremamente necessário.

Outro exemplo é o vicio as drogas, onde é preciso de algo maior para esgotar este vicio: ou a prisão, a morte, uma doença, etc.

A Lei é sempre justa, às vezes somente um tratamento de choque remove um espírito do mau caminho. E são os exus que aplicam o antídoto para os diversos venenos.

Os Exus estão ligados de maneira intensiva com os assuntos terra-a-terra (dinheiro, disputas, sexo, etc.). Quando a Lei permite, Eles atendem aos diversos pedidos materiais dos encarnados.

Existem algumas coisas com as quais um guia da direita (caboclo, preto-velho) não lida, mas quando se pede a um Exu, ele vai até essa sujeira, entra e tira a pessoa do apuro.

Se tiver alguém para te assaltar ou te matar, os Exus te ajudam a se livrar de tais problemas, desviando o bandido do seu caminho, da mesma forma a Pomba-Gira, não rouba homem ou traz mulher para ninguém, são espíritos que conhecem o coração e os sentimentos dos seres humanos e podem ajudar a resolver problemas conjugais e sentimentais.

Para finalizar, se você vier pedir a um Exú de Lei  para prejudicar alguém, pode estar certo que você será o primeiro a levar a execução da Justiça. Mas, se você não estiver em um templo sério, e a entidade travestida ou disfarçada de Exú aceitar o seu pedido… Bom, quando esta vida terminar, e você for para o outro lado… Você será apenas cobrado!    

As Pombo-Giras 

O termo Pombo-Gira é corruptela do termo “Bombogira” que significa em Nagô, Exu. A origem do termo Pomba-Gira, também é encontrada na história.No passado, ocorreu uma luta entre a ordem dórica e a ordem iônica. A primeira guardava a tradição e seus puros conhecimentos. Já a iônica tinha-os totalmente deturpados. O símbolo desta ordem era uma pomba-vermelha, a pomba de Yona. Como estes contribuíram para a deturpação da tradição e foi uma ordem formada em sua maioria por mulheres, daí a associação.

Se Exu já é mal interpretado, confundindo-o com o Diabo, quem dirá a Pomba-Gira? Dizem que Pomba-Gira é uma mulher da rua, uma prostituta. Que Pomba-Gira é mulher de Sete Exus! As distorções e preconceitos são características dos seres humanos, quando eles não entendem corretamente algo, querendo trazer ou materializar conceitos abstratos, distorcendo-os.

Pombo-Gira é um Exu Feminino, na verdade, dos Sete Exus Chefes de Legião, apenas um Exu é feminino, ou seja, ocorreu uma inversão destes conceitos, dizendo que a Pombo-gira é mulher de Sete Exus e, por isso, prostituta.É claro que em alguns casos, podem ocorrer que uma delas, em alguma encarnação tivesse sido uma prostituta, mas, isso não significa que as pombo-giras tenham sido todas prostitutas e que assim agem.

A função das pombo-giras, está relacionada à sensualidade. Elas frenam os desvios sexuais dos seres humanos, direcionam as energias sexuais para a construção e evitam as destruições.

A sensualidade desenfreada é um dos “sete pecados capitais” que destroem o homem: a volúpia. Este vicio é alimentado tanto pelos encarnados, quanto pelos desencarnados, criando um ciclo ininterrupto, caso as pombo-giras não atuassem neste campo emocional.

As pombo-giras são grandes magas e conhecedoras das fraquezas humanas. São, como qualquer exu, executoras da Lei e do Karma. São espíritos alegres e gostam de conversar sobre a vida. São astutas, pois conhecem a maioria das más intenções.

Devemos conhecer cada vez mais o trabalho dos guardiões, pois eles estão do lado da Lei e não contra ela. Vamos encará-los de maneira racional e não como bichos-papões. Eles estão sempre dispostos ao esclarecimento. Através de uma conversa franca, honesta e respeitosa, podemos aprender muito com eles.   

Exu-Mirim

Na religião de Umbanda existe uma linha muito pouco comentada e compreendida, sendo por isso mesmo muitas vezes deixada “de lado” dentro dos centros e terreiros. É a linha de Exu Mirim.

Tabu dentro da religião, muitos poucos trabalham com essas entidades tão controvertidas e misteriosas, chegando ao ponto de, em muitos lugares, duvidar – se muito da existência deles. Na verdade, Exu Mirim é mais uma linha de esquerda dentro do ritual de Umbanda, trabalhando junto com Exu e Pomba-gira para a proteção e sustentação dos trabalhos da casa. Não aceitar Exu Mirim é proceder como em casas que não aceita – se Exu e Pomba-gira, mas que a partir do astral e sem que ninguém perceba, recebem a sua proteção. Afinal, “se sem Exu não se faz nada, sem Exu Mirim menos ainda”.

O Exu–Mirim nos traz situações e “complicações” para que estimulados possamos vencer essas situações e evoluirmos como espíritos humanos.

Dentro da Umbanda não acessamos nem cultuamos diretamente o Orixá – Mistério Exu, mas sim o ativamos através de sua linha de trabalho formada por espíritos humanos assentados a esquerda dos Orixás. Também assim fazemos com o mistério Exu–Mirim, pois o acessamos através da linha de trabalho Exu–Mirim, formada por espíritos ligados a essa divindade regente.

Apesar de serem bem “agitados”, sua manifestação deve estar sempre dentro do bom – senso, afinal dentro de uma casa de luz, uma verdadeira casa de Umbanda, eles sempre manifestam – se para a prática do bem sobre comando direto dos Exus e Pombagiras guardiões da casa.

Podemos dizer que os Exus e Pombagiras estão para os Exus – Mirins como os Pretos – velhos estão para as crianças da Linha de Cosme e Damião.

Trazem nomes simbólicos análogos aos dos “Exus – adultos”, demonstrando seu campo de atuação, energias, forças e Orixás a quem respondem. Assim, temos Exus – Mirins ligados ao Campo Santo: Caveirinha, Covinha, Calunguinha, Porteirinha, ligados ao fogo: Pimentinha, Labareda, Faísca, Malagueta, ligados à água: Lodinho, Ondinha, Prainha, entre muitos e muitos outros, chegando ao ponto de termos Exus – Mirins atuando em cada uma das Sete Linhas de Umbanda.

Quando respeitados, bem direcionados e doutrinados pelos Exus e Pombagiras da casa, tornam – se ótimos trabalhadores, realizando trabalhos magníficos de limpeza astral, cura, quebras de demandas, etc. Utilizam – se de elementos magísticos comuns à linha de esquerda, como a pinga (normalmente misturado ao mel), o cigarro, cigarrilhas e charutos, a vela bicolor vermelha/preta, etc.

Uma força muito grande que Exu–Mirim traz, é a força de “desenrolar” a nossa vida (fator desenrolador), levando todas as nossas complicações pessoais e “enrolações” para bem longe. Também são ótimos para acharem e revelarem trabalhos ou forças “negativas” que estejam atuando contra nós, “desocultando-as” e acabando com essas atuações.

A Umbanda vai além da manifestação de espíritos desencarnados, atuando e interagindo com realidades da vida muitas vezes inacessíveis a espíritos humanos. Exu – Mirim muitas vezes tem acesso a campos e energias que os outros guias espirituais não têm.

Lembrem – se que a Umbanda é a manifestação de “espírito para a caridade” não importando a forma ou o jeito de sua manifestação.Para aqueles que sentirem – se afim com a força e tiverem respeito, com certeza em Exu – Mirim verão uma linha de trabalho tão forte, interessante e querida como todas as outras.

Fontes de pesquisa:

Curso de Umbanda Sociedade Espiritualista Mata Virgem
Livro O Guardião da Meia-Noite de Rubens Saraceni

Trabalhos e Gira no Vale dos Orixás – 30/03/2014

Pessoal para quem vai ajudar nos pertences para a Gira na mata, estamos combinando ás 6:00 horas na frente do terreiro.
Para quem vai direto, nos encontramos na entrada para inicio.

Abraços

 

15/03/2014 – BOIADEIROS

Os espíritos que se manifestam na Umbanda na Linha dos Boiadeiros são aguerridos, valorosos, sisudos, de poucas palavras, mas de muitas ações.

Apresentam-se como espíritos que encarnaram, em algum momento, como tocadores de boiada, vaqueiros, pastoreadores etc.

Os seus pontos cantados sempre aludem a bois e boiadas, a campos e viagens, a ventanias e tempestades.

O laço e o chicote são seus instrumentos magísticos de trabalhos espirituais. Eventualmente usam colares de sementes ou de pedras.

O Arquétipo da Linha de Boiadeiros é a figura mítica do peão sertanejo, do tocador de gado, enfim, dos homens que viveram na lida do campo e dos animais e que desenvolveram muita força e habilidade para lidar contra as intempéries e as adversidades.

É um Arquétipo forte, impositivo, vigoroso, valente e destemido. Representa a natureza desbravadora, romântica, simples e persistente do homem do sertão, também chamado de caboclo sertanejo. Lembra os vaqueiros, boiadeiros, laçadores, peões e tocadores de viola; muitos deles mestiços, filhos de branco com índio, de índio com negro etc., trazendo à nossa lembrança a essência da miscigenação do povo brasileiro, com seus costumes, crendices, superstições e fé.

Existem, no Astral, muitos espíritos que, em suas últimas encarnações, praticamente viveram sobre o lombo dos cavalos, dedicando-se a criar e a domesticar esses animais, tão úteis à humanidade, já que até um século atrás o cavalo era o principal meio de transporte. Foram vaqueiros, domadores de cavalos, soldados de cavalaria etc., e guardam em suas memórias recordações preciosas e inesquecíveis daqueles tempos. Em homenagem a eles é que se construiu, no Astral, o Arquétipo da Linha dos Boiadeiros.

Nesta Linha manifestam-se espíritos que usam seus conhecimentos ocultos para auxiliar pessoas que estejam atravessando momentos muito difíceis. São combativos, inclusive no corte de magias negativas, porque conseguem promover “um choque” em nosso campo magnético e liberá-lo de acúmulos negativos, obsessores etc.

Nem todos foram, de fato, “boiadeiros”, mas todos eles têm em comum a capacidade de atuar num campo específico e que caracteriza a Linha, qual seja o de nos trazer uma energia vigorosa, muito útil na quebra de cargas e magias negativas e para desfazer “cristalizações” mentais negativas, pois os Boiadeiros atuam no campo da Lei Divina e na Linha do Tempo.

A Linha de Boiadeiros é sustentada, num dos seus Mistérios, pelo Orixá Ogum. Por isso, eles são verdadeiros “soldados” que vigiam tudo o que acontece dentro do campo da Lei Maior, estando sempre prontos a acudir os necessitados.

Na Linha do Tempo, atuam sob a Regência de Mãe Oyá-Tempo e de Mãe Yansã, combatendo as forças das trevas pela libertação e o reerguimento consciencial dos espíritos que se negativaram, se desequilibraram e se perderam, recolhendo-os e os encaminhando para o seu local de merecimento na Criação.

Embora a Linha seja sustentada por esses Orixás (Ogum, Oyá-Tempo e Yansã), cada Boiadeiro vem na Irradiação de um ou mais Orixás que os regem especificamente, como acontece nas demais Linhas de Trabalho da Umbanda.

Na linguagem dos Boiadeiros, “boi” é o próprio ser humano em desequilíbrio. Ou seja, são os espíritos encarnados e os desencarnados em desequilíbrio perante a Lei Maior, necessitados de auxílio. Suas referências a cavalos, a tocar a boiada, a laçar e trazer de volta “o boi” desgarrado do rebanho, ou atolado na lama, ou arrastado pelos temporais, ou que se embrenhou nas matas e se perdeu, ou que foi atravessar o rio e foi arrastado pela correnteza etc., tudo isso tem a ver com o trabalho realizado pelos destemidos Boiadeiros de Umbanda: eles resgatam os espíritos que se rebelaram contra a Lei Divina, pois esses espíritos são como “bois e cavalos” que não aceitam os “cabrestos” ou limites criados pela Lei de Deus e que por isso precisam ser “domesticados” e educados. Nada melhor que os Boiadeiros para fazer isso.

Quando um Boiadeiro da Umbanda gira no ar o seu laço, ele está criando magisticamente, dentro do espaço religioso do Terreiro, as ondas espiraladas do Tempo, que irão recolher os espíritos perdidos nas próprias memórias desequilibradas e/ou irão desfazer energias densas acumuladas no decorrer do tempo.

Já quando um Boiadeiro vibra o seu chicote, está recorrendo de forma magística e religiosa à Divina Mãe Yansã, para movimentar e direcionar os espíritos estagnados no erro e na desordem. É muito efetivo o seu trabalho contra os espíritos endurecidos (“eguns”).

Dentro da Linha de Boiadeiros, em algumas Casas também se manifestam os “Cangaceiros”, simbolizando os espíritos daqueles que em recente encarnação viveram no sertão e lutaram contra grandes injustiças sociais. Isso pode parecer estranho, à primeira vista, e muitos se perguntam o quê um “cangaceiro” teria a oferecer, em termos de trabalho espiritual de ajuda.

Ocorre que os “cangaceiros” do sertão brasileiro de fato surgiram, em meados dos anos 1920, para defender as populações humildes dos maus tratos e desmandos dos “coronéis” e demais detentores do poder material, que massacravam os menos favorecidos, tomando-lhes muitas vezes até as mulheres, os poucos bens e a dignidade pessoal. Esses homens “poderosos” mandavam e desmandavam, pois se achavam acima das leis humanas e, por certo, não conheciam ou não respeitavam as Leis Divinas. E os “cangaceiros” (Lampião e seu “bando”, os mais famosos) representaram, à época, um movimento popular de revolta e combate a tais desmandos. Foram marginalizados, até porque aos “poderosos” isso convinha. É provável que tenham cometido lá seus excessos também, respondendo à violência das armas com outras armas; mas, pelo menos, tinham a justificativa de estar lutando pelos mais fracos. Já os opressores, qual desculpa teriam?

Enfim, o temperamento combativo desses espíritos de certa forma foi-se agrupando à Linha dos Boiadeiros e eles começaram a se manifestar para trabalhar, nos Terreiros de Umbanda que os acolhiam. Não são “bandidos e malfeitores”, mas espíritos que têm identificação com o Arquétipo do sertanejo forte e destemido.

Há Casas em que os Cangaceiros vêm na Linha de Baianos. Mas, tecnicamente falando, e sem desrespeitar opiniões em contrário, se bem analisarmos os Arquétipos das duas Linhas mencionadas, parece mais adequado a sua aproximação com os Boiadeiros. Porque o Arquétipo do Boiadeiro é o do homem sertanejo. Já o Arquétipo dos Baianos é o dos Sacerdotes (construído a partir dos primeiros Sacerdotes da Bahia e do Nordeste, que mantiveram, sustentaram e divulgaram o Culto aos Orixás). Mas, é claro, a Umbanda é uma religião universalista, voltada unicamente para a prática do Bem, de modo que não vale a pena discutir sobre divergências menores. Essencial é verificar se os espíritos que se manifestam estão praticando o Bem, dentro dos fundamentos da religião, independente do nome com o qual se apresentem.

01/03/2014 – Gira de Baianos

De um modo geral, os baianos são tidos como pessoas alegres e teimosas em afirmar sua identidade cultural. Os baianos da Umbanda, entretanto, pouco presentes na literatura científica, são guias que mesclam características da direita e da esquerda, nas giras ele se apresenta com forte traço regionalista, principalmente em seu modo de falar cantado, diferente, eles são “do tipo que não levam desaforo pra casa”, possuem uma capacidade de ouvir e aconselhar, conversando bastante, falando baixo e mansamente, são carinhosos e passam segurança ao consulente que tem fé.

Os baianos, trabalhadores da Umbanda, pertencem à chamada Linha das Almas, a mesma dos Pretos Velhos. É uma linha que traz uma mensagem de conforto, por estar mais próxima do nosso tempo. São os Espíritos responsáveis pela “esperteza” do homem em sua jornada terrena. No desenvolvimento de suas giras, os baianos trazem como mensagem a forma e o saber lidar com as adversidades de nosso dia-a-dia, com a alegria, a flexibilidade, a magia e a brincadeira sadia.
A Umbanda caracterizou-se por cultuar figuras nacionais associadas à natureza, à marginalidade, à condição subalterna em relação ao padrão branco ocidental. O nordestino é o “subalterno” da metrópole, o tipo social “inferior” e “atrasado”, e por isso é ridicularizado, mas também de admiração, pois igualmente representa aquele que resiste firmemente diante das adversidades.
O Baiano representa a força do fragilizado, o que sofreu e aprendeu na “escola da vida” e, portanto, pode ajudar as pessoas. O reconhecido caráter de bravura e irreverência do nordestino migrante parece ser responsável pelo fato de os baianos terem se tornado uma entidade de grande frequência e importância nas giras paulistas e de todo o país, nos últimos anos.
Muitos dos baianos são descendentes de escravos que trabalharam no canavial e no engenho. Os baianos têm um conhecimento muito grande das ervas e do axé. Falam com sotaque arrastado, igual ao povo que ainda mora na Bahia.
A Linha dos Baianos é formada por Espíritos alegres, brincalhões e descontraídos. Gostam muito de desmanchar demandas. São conselheiros e orientadores e gostam muito dos rituais em que trabalham, girando e dançando com passos próprios.
A gira de Baianos nada mais é do que a alegria de um povo que foi e é sofrido, mas que não perde a esperança por possuir uma fé inabalável e uma experiência em lidar com problemas que fazem os nossos parecerem brincadeira. Agradecem às festas que lhe são oferecidas; bebem batidas de coco e comem comidas típicas da cozinha baiana.
O Povo Baiano vem trazer sua energia positiva, portanto sua gira é sempre muito animada. São Entidades que têm muito a nos ensinar, sempre com uma resposta certeira e rápida para nossas questões. Com seus cocos, azeite de dendê, comidas e cantigas típicas da região, realizam trabalhos em prol da evolução espiritual de todos. Por terem vivido em épocas mais recentes, são Espíritos mais próximos de nós. Estamos sempre aprendendo com os Baianos, com a sua força de viver frente aos problemas e situações cotidianas e o amparo ao próximo, transformando a tristeza em alegria e esperança.
Na Linha de Baianos, enquadram-se também os Espíritos de Marinheiros, que tem sua ligação com o mar e Iemanjá, e os Caboclos Boiadeiros, que foram trabalhadores do Sertão Nordestino. As Linhas de Baianos, assim como as de Boiadeiros, são consideradas Auxiliares, de Trabalho ou Do Meio, com suas Legiões e Falanges. São oriundas de manifestações de regiões brasileiras dentro da Linha de Caboclos.
Durante as giras sempre dão demonstrações de intensa alegria, apresentando fortes traços regionais, usando chapéus de couro ou palha, lembrando os Cangaceiros. Com seu jeito valente, não levam desaforo para casa. Por outro lado, possuem também características de pacientes, e todos gostam de ouvir seus conselhos. Costumam ser também carinhosos, e passam sempre segurança.
É comum presenciarmos estas magníficas entidades desviarem assuntos relacionados a trabalho, dinheiro, ou qualquer outro problema para perguntar sobre as coisas do coração. Impressiona como normalmente estes problemas existiam e era o que realmente estava atrapalhando. Sanado estes problemas de relacionamento, os demais acabam como que por mágica.
Dependendo da forma de trabalho do chefe da casa e de seus médiuns, diferenças de comportamento podem ser observadas, em alguns lugares, os baianos se apresentam com características mais duras, em que parecem ser mais briguentos e falam muito alto, em outros, sua incorporação é mais mansa e a Entidade manipula essências aromáticas, ervas, flores e velas coloridas. Apesar das diferenças, todos têm em comum a popularidade. São muito queridos e fazem sucesso em realidades sociais distintas. Desprendida, sem complicações, um alto astral e uma vontade imensa de resolver as “coisas do coração”, verdadeiro obstáculo do ser humano. Porque é nas coisas do coração que se encontram as soluções para todos os outros problemas.
Os Baianos apresentam um comportamento comedido, não xingam, nem provocam ninguém, não sendo enfim zombeteiros. Os trabalhos com a corrente dos Baianos, nos trás muita paz, nos passando perseverança, para vencermos as dificuldades de nossa jornada terrena. Como encarar a vida e seus problemas com entusiasmo e alegria? Pergunte a uma Entidade da Gira de Baianos. Sem a menor dúvida, a gira mais festiva e alegre da Umbanda.
Características dos Baianos na Umbanda:
ComidasCoco, cocada, farofa com carne seca etc.
BebidasÁgua de coco, cachaça, batida de coco etc.
FumamCigarro de palha, fumo de rolo etc.
TrabalhamDesmanchando trabalhos de magia negra, dando passes, etc,. São portadores de fortes orações e rezas. Alguns trabalham benzendo com água e dendê.
Corlaranja ou qual for definida pela entidade
ApresentaçãoUsam chapéu de palha ou de couro e falam com sotaque característico nordestino. Geralmente usam roupas de couro.
Nomes De Alguns Baianos: Severino, Zé Do Coco, Sete Ponteiros, Zé Baiano, Zé Do Berimbau, Maria Do Alto Do Morro, Zé Do Trilho Verde, Maria Bonita, Gentilero, Maria Do Balaio, Maria Baiana, Maria Dos Remédios, Zé Do Prado, Chiquinho Cangaceiro, Zé Pelintra (que trabalham também na Linha de Jurema, Linha de Malandros e Pretos Velhos).
É da Bahia, Meu Pai!

Queridos filhos e amigos,

Vamos juntos, unidos no amor, na fé e na devoção, confiar a nosso Pai Oxalá as dores e caminhos de Jesus Pedroso, pai de nossa querida secretária Andrea Pedroso.

QUE DEUS TE FORTALEÇA NESSA  HORA DE CIRURGIA.

 

VAMOS ORAR!!!!

MÃE KATIA