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Jornal dezembro 2019

Mais uma edição do jornal de casa de Caboclo Ventania… lembrando que é o último de 2019 com muitas informações importantes… Obrigado a todos que contribuiram para as edições de 2019… que venha 2020..

Axé
Pai Douglas Barrios

Gira Ciganos – 21/12/2019 – Encerramento 2019 das atividades

Primeiramente apenas é agradecer esse nosso ano de 2019, com muito axé aonde tivemos a oportunidade de crescermos espiritualmente a sermos melhores em todos os apectos pela orientação de nossos orixás pertencentes a nossa casa. (Muito axé em agradecimento).

Tenho a certeza que todas as giras aconteceram com o coração de todos de nosso templo. Reverenciando sempre os ensinamentos de nossa mãe de santo Katia, nosso Pai de santo Nelsinho, Pai Juninho,  mãe Iracilda, Mãe Ana, Mãe Katia Sophia, e todos os filhos da casa que se dedicaram para a caridade, esperança e fé.  Tenho a certeza que em algum momento todos nós fomos tocados por um novo aprendizado, lembrando que estamos sempre em todos os momentos em nossas giras com o olhar de nossos guias quando chegam em terra para um melhor entendimento espiritual para o nosso crescimento  ao mundo melhor.  Obrigado a todos por fazerem parte da família de caboclo ventania, parte dessa religião maravilhosa que é ser umbanda, aonde somos Umbandistas, e termos a Umbanda em nossos corações eternamente. com a certeza que iremos prevalecer na luz de quem procura a verdade….

Axé para todos..
Pai Douglas Barrios (Dirigente Espiritual)

Muito se ouve falar que a linha de Cigano faz parte da Linha de Exu, que os Ciganos são entidades ainda em evolução tentando ingressar na Linha de Exu, que Pombo Gira Cigana ou Ciganinha foram as únicas Entidades Ciganas que evoluíram e ingressaram na Linha de Exu.

Essa falta de entendimento que é na realidade uma simples dedução, faz com que muitos terreiros não deixem os médiuns trabalharem com essa linha. Chegam a dizer que são entidades sem luz.

Vim tentar explicar um pouco como trabalha e como é a Linha de Ciganos.

Os Ciganos são Entidades “livres”. Não se faz “firmezas” ou “assentamentos” para Ciganos dentro da “casa de Exu” ou em qualquer lugar do terreiro. Quem diz que tem seu Cigano “preso” no Terreiro não passa de um mentiroso, ele tem é obsessor “preso.”

Onde já se viu firmar Cigano como Guardião?

Cigano trabalha em todos os “lugares”, são livres para trabalhar e precisam dessa liberdade para sua evolução, pois é dando corda que se enforca uma pessoa. E assim também se faz com desencarnado.

Não estou dizendo que não possa ter elementos de Ciganos dentro do Terreiro, até porque muitos médiuns precisam de um ponto de fixação para poder entrar em sintonia com seus guias.

Os Ciganos não trabalham a serviço de um Orixá específico por isso não são guardiões de um terreiro. Essa linha trabalha em paralelo e conjugada com as demais, onde o seu compromisso primeiro é com a caridade e não com nenhuma outra linha específica. Os Ciganos são protetores e não guardiões. Podem trabalhar dentro da linha de Exu porém sem função de chefia e de guarda. Já os Exus Ciganos e Pombo Giras Ciganas são exus e pombo giras como outros quaisquer exercendo todas as funções que qualquer exu e pombo gira exercem. Em resumo: cigano é uma coisa, exu cigano é outra. Eles têm funções diferentes, embora a mesma origem cigana.

Os Ciganos se manifestam nos terreiros de Umbanda, justamente por Ela ser uma religião aberta e dar liberdade para qualquer linha de trabalho que venha fazer Caridade.

Por serem muito alegres,  os médiuns começaram a se fascinar, e ter excesso de culto por essa Linha. Aí começaram as vaidades, as roupas enfeitadas, bebidas, fumos, danças, firmezas, assentamentos, jogos em casa ou até mesmo no terreiro, e assim, infelizmente, muitos espíritos que ainda estavam em “desenvolvimento” para ingressar nessa Linha se perderam junto com os médiuns, e hoje podemos ver os absurdos que são feitos usando o nome de entidades de luz.

O mundo está cheio de charlatão, o pior, é que as pessoas na hora do desespero pagam o que for necessário para saber como anda sua vida, como anda seu marido, como anda seu trabalho e coisas desse tipo.

Não se pode pagar pelas graças recebidas, pois tudo o que fazemos é apenas mexer com a fé e a determinação de cada um e mostrar que todos são capazes de conseguir o que querem, claro, dentro do merecimento de cada um.

Basta saber que um pedacinho de papel, metal ou outro elemento foi irradiado por uma entidade, que vocês usam isso como um talismã e lembram de agradecer e acabam entrando em sintonia com Espíritos de Luz, a assim lembram de suas metas e lutam por elas.

Os Ciganos trabalham com os quatro elementos da natureza: terra, água, ar e fogo.

O Elemento Terra

Eles distinguem cada pedra e têm o conhecimento sobre elas, e assim manipulam o elemento terra. Cada pedra tem um porque de ser usada e uma necessidade. Quando é pedido para que passem a pedra em alguma parte do seu corpo ou para que a segurem, vocês estão se descarregando ou até mesmo se energizando, depende do trabalho que está sendo realizado. É na terra que se encontra firmeza para enfrentar a vida, resgatar karma e continuar o caminhar.

O Elemento Água

Podem utilizar copos ou taças com água. Através da água conseguem ver se não há maldade no que esta sendo pedido. Enxergam se há pureza no coração de cada um, pois a água serve de espelho, espelho esse que reflete o que tem dentro de cada um de vocês.

Conseguem ver com clareza o que foi feito por cada um e o por que de estarem colhendo o que não querem colher.

O Elemento Ar e Fogo

Podem utilizar o cigarro e com ele estar manipulando dois elementos, o ar e o fogo. O fogo muitas vezes é usado para queimar invejas, miasmas, larvas e cascões astrais.

A fumaça quando é direcionada ao consulente serve para envolvê-lo numa cortina para que naquele momento os obsessores sejam confundidos e tenham a visão obnubilada e fiquem desorientados, procurando o consulente. Assim torna-se mais fácil ao sistema de defesa da Casa (através dos guardiões) resgatá-los e afastá-los.

Nem sempre esses elementos são usados de uma só vez, e quero deixar bem claro que não precisamos diretamente dos mesmos, podemos plasmá-los perfeitamente usando o ectoplasma do médium.

Para um Cigano poder trabalhar em prol da caridade não é necessário um baralho, uma taça de vinho, ou qualquer outro elemento. Isso é mito. Eles podem usar e usam elementos da natureza em alguns trabalhos, entretanto, quando estão incorporados nos médiuns, a energia de trabalho e o próprio corpo do médium limitam a visão e o campo de ação da entidade.

Querem saber como trabalham e como são?

Muitas histórias são contadas, muitas histórias são ouvidas, mas nem tudo que é falado é verdade.

Vão para o terreiro, entrem em sintonia “com o plano espiritual”, limpem-se de suas próprias línguas e trabalhem em prol da caridade. Ajudem no que for preciso e busquem andar corretamente, quem sabe um dia vocês obtenham alguma resposta?

Lembrem sempre, que todas as entidades são iguais, trabalham juntas em um único objetivo, a Caridade.

Por que vocês encarnados querem ser melhores do que os outros, querem trabalhar sozinhos e levar vantagens com isso?

Existe uma palavrinha mágica que se chama humildade, e muitos de vocês estão esquecendo-se de abaixar a cabeça na hora e no momento certo e pedir perdão por ter se achado o dono da verdade.

Parem e pensem: a árvore para dar frutos e sombra precisa da água para germinar a terra, da terra para poder se fixar, ter um porto seguro e poder ter vida, do vento para espalhar suas sementes e assim formar uma mata, do calor do sol para o crescimento das sementes.

Agora vou mostrar como isso funciona dentro de um terreiro de Umbanda.

O médium precisa de um(a) dirigente espiritual para ajudá-lo a se desenvolver, do terreiro como um porto seguro para incorporar as entidades, de estar harmonizado com o alto para expandir a caridade, de estar equilibrado para doar energia e poder ajudar uma pessoa necessitada.

Estou falando de pessoas sérias e não de charlatães, então não sejam prepotentes, achando que sozinhos fazem Umbanda, pois por mais bem intencionados que estejam hoje, amanhã irão certamente transformarem-se em um, se deixarem-se envolver pela vaidade e prepotência de trabalharem sozinhos!

Entenderam porque não podem inventar altares, montar em suas casas, “mesinhas” para jogar baralhos, rúnas ou o que for, em nome do povo cigano? Se não, pergunto ainda:

Para onde vão as cargas, os miasmas, as larvas e cascões astrais retirados dos seus consulentes? Para o ralo do seu banheiro? Se as entidades não trabalham sozinhos, porque vocês insistem em trabalhar sozinhos? Querem ser “chefes de terreiro”? Vaidade, prepotência ou ignorância?

Não tenham excesso de culto por nenhuma entidade, isso prejudica vocês mesmos e a nós, gerando fascinação de ambos os lados, pois vocês ficam tão viciados por oferendas que só nos escutam se estiverem oferendando alguma coisa, aí para sermos escutados começamos a pedir oferendas. Assim ambos nos perdemos.

Tudo em excesso pode ser destruidor.

Se há amor em excesso, há ciúmes e possessão,

Se há ódio, há morte,

Se há fascinação, há vaidade,

Se há alegria em excesso, há inveja,

Se há tristeza em excesso, há depressão,

Se há culto em excesso, há fanatismo.

É preciso que tudo na vida esteja bem equilibrado, e o equilíbrio tem um nome que se chama Umbanda. Umbanda é a paz interior, é fazer caridade ao desconhecido, é o amor pela vida e pelo o próximo. Umbanda é luz, vida e amor.

GIRA D’AGUA – 07/12/2019

Encontramos na linha de Yemanjá, ou povo d’água, espíritos altamente evoluídos, de vibrações sutís, mas que se apresentam com a roupagem fluídica de caboclas, dentro da vibração do Orixá Yemanjá. Nesta grande e poderosa Linha de trabalho, militam espíritos altamente benevolentes (Madres, Freiras, etc…), envoltos na grande força mantenedora que é o AMOR. Buscam a elevação vibratória do ambiente, como também das pessoas através dos cantos por elas emitidos como em seus passes magnéticos, atuando diretamente no chacra cardíaco de todos, transformando energias e pensamentos densos em energias sutis.
Trabalham diretamente com o elemento água, símbolo da vida. Na Umbanda são chamadas de “Mamãe sinda” que significa Mãe zelosa, que cuida, ampara os filhos.
O coração símbolo universal do AMOR, representa esta linha. Geralmente em suas incorporações rodopiam seus médiuns, e ou fazem gestos circulares com as mãos criando assim um espiral de energia, sugando as densidades energéticas do ambiente. É comum usarem copos com água e flores, que magnetizados se transformam em ferramentas de trabalho.
Falam somente o necessário, não dão consultas,trabalham emitindo um canto, que na verdade é a sonorização de um poderoso mantra aquático, diluidor de energias, vibrações e formas-pensamentos que se acumulam dentro dos centros ou nos campos vibratórios dos médiuns e dos assistentes.
É uma linha poderosa, mas pouco solicitada para os trabalhos.
São ótimas para anular magias negativas, afastar obsessores e espíritos desequilibrados ou vingativos.
Também são poderosas se solicitadas para limpeza de lares e para harmonização de casais ou famílias.

Jornal nov/2019

Mais uma edição do nosso jornal, contendo muitas matérias interessantes. Espero que todos aproveitem e uma boa leitura.

02/11/19 – Gira dos Caboclos

Os caboclos na Umbanda são uma linha de entidades dentro desta religião. Evoluídos e sérios, guerreiros e enérgicos, são procurados principalmente pelos seus conselhos sensatos e pelos seus passes poderosos. É uma entidade tipicamente brasileira, buscando resgatar os valores de nossa terra antes que fosse culturalmente modificada pelo homem branco. Entenda mais sobre eles e a sua importância nesta crença.

Os caboclos na Umbanda são índios?

Geralmente, identificados com a imagem de indígena (colar, cocar, penas e saiotes), as pessoas acreditavam que apenas índios poderiam ser caboclos e assim identificavam-os como um dos guia-chefes dessa religião.

Porém, o caboclo é uma linha da Umbanda que não possuía apenas aos índios. Mas, tem as características necessárias ao papel de guia espiritual evoluído e forte.

Os caboclos na Umbanda são guia-chefes?

Diferente dos preto-velhos, uma linha que também é de evolução e sabedoria, os caboclos vibram em uma frequência mais jovial. Por isso, são consultados para quase qualquer tipo de questão.

Os caboclos na Umbanda, não gostam muito de falar ou opinar sobre o amor, visto que os valores tribais desconhecem a forma romântica e urbana com a qual lidamos com o amor. Preferem dar lições, caminhos e conforto baseados em sua sabedoria da alma humana.

Por seu caráter comprometido com o trabalho espiritual e pela força de sua energia, o caboclo geralmente se torna o guia-chefe do médium na Umbanda. É ele que é “puxado” em uma sessão de desenvolvimento, pois sua incorporação costuma ser tranquila para o médium iniciante, sem necessidade de doutrinamento da entidade.

Alguns, além de guia-chefe do médium, são chefes de terreiro, coordenando outras entidades e outras linhagens.

Como os caboclos na Umbanda trabalham?

Os caboclos utilizam várias formas de descarregar e energizar os consulentes. A maioria usa o charuto como dispersor de energias negativas em consultas. Eles possuem um vasto conhecimento do uso de ervas como plantas medicinais e costumam passar banhos para a assistência de Umbanda, bem como exigir que os seus “cavalos” tomem banhos de limpeza antes das sessões.

Assim, os caboclos na Umbanda, utilizam assobios e brados para equalizar a frequência energética da casa e limpar as energias estagnadas dos filhos de santo e da assistência. São ótimos para encaminhar obsessores com sua leveza e luz.

Qual o orixá que rege os caboclos na Umbanda?

Embora sejam regidos pelo orixá Oxóssi, rei das matas, há caboclos de todas as linhas de orixá: Ogum, Oxum, Iemanjá, Xangô, Oxóssi, Obaluaiê, Nanã, Iansã e Oxalá.

Alguns nomes de caboclo na Umbanda são: Ubirajara, Tupiara, Cobra Coral, Pena Branca, Sete Flechas, Águia Dourada, Sete Espadas, Espada Flamejante, Sete Lanças, Tabajara, Tamoio, Sete Ondas, Sete Matas, Caboclo Pantera Negra, Tupuruplata, Rompe-Mato, Caboclo Apeiara, Araribóia, Rompe-Ferro, Pena Vermelha, Beira Mar, Caiçara, Sete Caminhos.

As sessões de caboclos na Umbanda são alegres e poderosas. Se você precisar de ajuda, peça por um caboclo e ele certamente virá ao seu socorro através de sinais e coincidências no dia a dia. Representados pelas cores vermelha, verde e branca, são amantes da Natureza e vieram para nos ensinar uma profunda lição de amor a nós mesmos, aos semelhantes e a todo o Universo.

Agora que você o que são os caboclos na Umbanda, confira outros textos que te ajudarão a entender essa religião:

Próxima Gira 19/10/2019 – OGUM

Ogum é um poderoso Orixá, dono do ferro e do fogo. seu mês é Abril e seu dia 23, Ele é um guerreiro,um lutador que defende a lei e a ordem. Este Orixá abre os caminhos e vence as lutas, agindo pelo instinto para defender e proteger os mais fracos. Todas as lutas, as conquistas, as vitórias são presididas por Ogum.
Ele é a lei divina em ação, que pune e premia, mas não gosta de ser invocado em vão. É fácil invocar Ogum, mas controlar as suas ações é impossível.
O dia da semana consagrado a Ogum é a terça-feira, que coincide com o dia dedicado pelos romanos a Marte, o deus da guerra. Sempre ligado à força e ao poder, ele é o dirigente que não quer ter suas ordens desobedecidas. Ogum pode ser associado ao arcano IV do Taro: o Imperador; como esse arcano ele encarna a vontade firme aliada a força de execução, as energias fluindo para uma realização material. Ele protege seus domínios de forma consciente, seguro do poder que representa. Enfocado como arquétipo, Ogum contém elementos fortes e consistentes que o mantém como uma figura viva e atuante na esfera psíquica do homem.
 
O Físico e o Temperamento
O filho e a filha de Ogum são geralmente magros e altos (pode haver exceções). Apesar de ser um pouco tímido e discreto quase nunca passa despercebido.
O temperamento reflete o vigor físico do filho de Ogum: ele está sempre em atividade, é determinado e criador. O espírito de competição é evidente e a impaciência e as frustrações ao perder criam mais incentivo para ele seguir em frente.
Ele não reflete sobre os riscos de uma ação, pois é impetuoso e impulsivo e está sempre travando batalhas.
Sem o impulso e a coragem de Ogum a humanidade demoraria muito para alcançar o progresso; é ele o desbravador, aquele que abre o caminho para quem vem atrás. Moisés é uma personalidade típica de Ogum: a sua ira ao quebrar as tábuas da lei divina, a coragem para dirigir seu povo numa viagem para o desconhecido, o poder a ele atribuído de abrir caminhos são atributos de um homem de Ogum.
Como todo homem possui seus defeitos o filho de Ogum considera apenas o seu próprio ponto de vista, seguir metas que lhe são importantes sem considerar todos os que direta ou indiretamente estão envolvidos com ele.
Os desafios aguçam o espírito combativo de Ogum e o modo dele utilizar a sua força pode parecer, aos olhos de quem não o compreende bem, altivez e arrogância.
Qualquer forma de limite representa uma prisão para uma pessoa regida por Ogum. Ele precisa se enxergar livre para ir e vir á sua vontade, não consegue expandir sua alegria, força e energia em um ambiente restritivo e sempre igual. A novidade serve de estímulo à ação.
Com capacidade de liderar e coragem suficiente para enfrentar qualquer missão, consegue reunir a sua volta pessoas que colaboram com ele por prazer sentindo-se revitalizadas pelas qualidades magnéticas e energéticas dessa personalidade tão forte.
Sem aceitar palpites no que faz , ele é franco e rude ao impor a sua vontade aos seus subordinados. É capaz de castigar prontamente qualquer falha , mas seu perdão vem depressa e logo pede desculpas quando se excede no seu comportamento.
Gosta da verdade acima de tudo, nunca fala por trás de alguém, suas críticas são abertas, pois detesta dissimulação.
 
Amor e Casamento
Quem consegue cativar e manter junto a si um filho de Ogum tem o privilégio de saber que jamais será enganado. Nunca ouvirá desculpas esfarrapadas para explicar onde ele esteve ou o que fez. O filho de Ogum não mente, ele diz a verdade espera ser acreditado, qualquer duvida irá ofendê-lo.
Quando um filho de Ogum encontra uma pessoa de temperamento cordato, porém que possua opiniões fortes e próprias ele fica feliz. Se essa pessoa souber se manter equilibrada na difícil corda bamba que é agradar sem ceder, ela conseguirá manter o relacionamento vivo.O filho de Ogum não gosta de pessoas sem idéias próprias, vai querer para companheiro(a) alguém que as possua em quantidade, mas que também saiba expô-las de modo especial.

 Saúde

A saúde de um filho de Ogum é boa, ele é resistente e sua constituição forte evita as doenças. Os seus pontos fracos são as articulações, as dores de cabeça, as febres fortes.
Quando está doente o filho de Ogum não quer ficar em repouso, é muito trabalhoso convencê-lo a descansar e dar tempo ao seu corpo para se recuperar. Só fica na cama quando está verdadeiramente mal, aí então fala pouco e fica nervoso com a obrigação de parar para se refazer.
Seus problemas de saúde são mais para o tipo violento e repentino do que para doenças crônicas e demoradas.
As doenças nervosas como úlceras, esgotamentos e depressão são menos comuns, mas podem atingi-lo se ele cometer excessos de trabalho ou for mal sucedido em seus empreendimentos.
 

O Homem de Ogum

Ele é confiante ,entusiasmado, generoso,solidário, enérgico, ousado, ativo em seu lado positivo e pode também ser intolerante, violento, impulsivo, obstinado, egoísta e exigente em seu lado negativo.
 

A mulher de Ogum

Elas são  sinceras, encantadoras, vigorosas, corajosas, entusiasmadas, românticas que são qualidades que excedem seu lado negativo já que ela também pode ser mandona, irritada e impulsiva.

Gira de Criança – 05/10 – IBEJI

São a alegria que contagia a Umbanda. Descem nos terreiros simbolizando a pureza, a inocência e a singeleza. Seus trabalhos se resumem em brincadeiras e divertimentos. Podemos pedir-lhes ajuda para os nossos filhos, resolução de problemas, fazer confidências, mexericos, mas nunca para o mal, pois eles não atendem pedidos dessa natureza. São espíritos que já estiveram encarnados na terra e que optaram por continuar sua evolução espiritual através da prática de caridade, incorporando em médiuns nos terreiros de Umbanda. Em sua maioria, foram espíritos que desencarnaram com pouca idade (terrena), por isso trazem características de sua última encarnação, como o trejeito e a fala de criança, o gosto por brinquedos e doces.

Assim como todos os servidores dos Orixás, elas também tem funções bem específicas, e a principal delas é a de mensageiro dos Orixás, sendo extremamente respeitados pelos caboclos e pelos pretos-velhos. É uma falange de espíritos que assumem em forma e modos, a mentalidade infantil. Como no plano material, também no plano espiritual, a criança não se governa, tem sempre que ser tutelada. É a única linha em que a comida de santo (Amalás), leva tempero especial (açúcar). É conhecido nos terreiros de Nação e Candomblé, como (ÊRES ou IBEJI). Na representação nos pontos riscados, Ibeji é livre para utilizar o que melhor lhe aprouver. A linha de Ibeji é tão independente quanto à linha de Exu. Ibeijada, Erês, Dois-Dois, Crianças, Ibejis, são esses vários nomes para essas entidades que se apresentam de maneira infantil.

No Candomblé, o Erê, tem uma função muito importante. Como o Orixá não fala, é ele quem vem para dar os recados do pai. É normalmente muito irrequieto, barulhento, às vezes brigão, não gosta de tomar banho, e nas festas se não for contido pode literalmente botar fogo no oceano. Ainda no Candomblé, o Erê tem muitas outras funções, o Yaô, virado no Erê, pode fazer tudo o que o Orixá não pode, até mesmo as funções fisiológicas do médium, ele pode fazer. O Erê muitas vezes em casos de necessidade extrema ou perigo para o médium, pode manifestar-se e trazê-lo para a roça, pegando até mesmo uma condução se for o caso.

Na Umbanda mais uma vez, vemos a diferença entre as entidades/divindades. A Criança na Umbanda é apenas uma manifestação de um espírito cujo desencarne normalmente se deu em idades infanto-juvenis. São tão barulhentos como os Erês, embora alguns são bem mais tranqüilos e comportados. No Candomblé, os Erês, tem normalmente nomes ligados ao dono da coroa do médium. Para os filhos de Obaluaiê, Pipocão, Formigão, para os de Oxossi, Pingo Verde, Folinha Verde, para os de Oxum, Rosinha, para os de Yemanjá, Conchinha Dourada e por ai vai. As Crianças da Umbanda tem os nomes relacionados normalmente a nomes comums, normalmente brasileiros. Rosinha, Mariazinha, Ritinha, Pedrinho, Paulinho, Cosminho, etc…

As crianças de Umbanda comem bolos, balas, refrigerantes, normalmente guaraná e frutas, os Erês do Candomblé além desses, comem frangos e outras comidas ritualisticas como o Caruru, etc… Isso não quer dizer que uma Criança de Umbanda não poderá comer Caruru, por exemplo. Com Criança tudo pode acontecer. Quando incorporadas em um médium, gostam de brincar, correr e fazer brincadeiras (arte) como qualquer criança. É necessária muita concentração do médium (consciente), para não deixar que estas brincadeiras atrapalhem na mensagem a ser transmitida. Os “meninos” são em sua maioria mais bagunceiros, enquanto que as “meninas” são mais quietas e calminhas. Alguns deles incorporam pulando e gritando, outros descem chorando, outros estão sempre com fome, etc… Estas características, que às vezes nos passam desapercebido, são sempre formas que eles têm de exercer uma função específica, como a de descarregar o médium, o terreiro ou alguém da assistência. Os pedidos feitos a uma criança incorporada normalmente são atendidos de maneira bastante rápida. Entretanto a cobrança que elas fazem dos presentes prometidos também é. Nunca prometa um presente a uma criança e não o dê assim que seu pedido for atendido, pois a “brincadeira” (cobrança) que ela fará para lhe lembrar do prometido pode não ser tão “engraçada” assim. Poucos são aqueles que dão importância devida às giras das vibrações infantis. A exteriorização da mediunidade é apresentada nesta gira sempre em atitudes infantis.

O fato, entretanto, é que uma gira de criança não deve ser interpretada como uma diversão, embora normalmente seja realizada em dias festivos, e às vezes não consigamos conter os risos diante das palavras e atitudes que as crianças tomam. Mesmo com tantas diferenças é possível notar-se a maior características de todos, que é mesmo a atitude infantil, o apego a brinquedos, bonecas, chupetas, carrinhos e bolas, como os quais fazem as festas nos terreiros, com as crianças comuns que lá vão a busca de tais brinquedos e guloseimas nos dias apropriados. A festa de Cosme e Damião, santos católicos sincretizados com Ibeiji, à 27 de Setembro é muito concorrida em quase todos os terreiros do pais. Uma curiosidade: Cosme e Damião foram os primeiros santos a terem uma igreja erigida para seu culto no Brasil. Ela foi construída em Igarassu, Pernambuco e ainda existe. Não gostam de desmanchar demandas, nem de fazer desobsessões. Preferem as consultas, e em seu decorrer vão trabalhando com seu elemento de ação sobre o consulente, modificando e equilibrando sua vibração, regenerando os pontos de entrada de energia do corpo humano. Esses seres, mesmo sendo puros, não são tolos, pois identificam muito rapidamente nossos erros e falhas humanas. E não se calam quando em consulta, pois nos alertam sobre eles. Muitas entidades que atuam sob as vestes de um espírito infantil, são muito amigas e têm mais poder do que imaginamos. Mas como não são levadas muito a sério, o seu poder de ação fica oculto, são conselheiros e curadores, por isso foram associadas à Cosme e Damião, curadores que trabalhavam com a magia dos elementos.

MAGIA DA CRIANÇA

O elemento e força da natureza correspondente a Ibeji são… todos, pois ele poderá, de acordo com a necessidade, utilizar qualquer dos elementos. Eles manipulam as energias elementais e são portadores naturais de poderes só encontrados nos próprios Orixás que os regem. Estas entidades são a verdadeira expressão da alegria e da honestidade, dessa forma, apesar da aparência frágil, são verdadeiros magos e conseguem atingir o seu objetivo com uma força imensa, atuam em qualquer tipo de trabalho, mas, são mais procurados para os casos de família e gravidez. A Falange das Crianças é uma das poucas falanges que consegue dominar a magia. Embora as crianças brinquem, dancem e cantem, exigem respeito para o seu trabalho, pois atrás dessa vibração infantil, se escondem espíritos de extraordinários conhecimentos. Imaginem uma criança com menos de sete anos possuir a experiência e a vivência de um homem velho e ainda gozar a imunidade própria dos inocentes. A entidade conhecida na umbanda por erê é assim. Faz tipo de criança, pedindo como material de trabalho chupetas, bonecas, bolinhas de gude, doces, balas e as famosas águas de bolinhas -o refrigerante e trata a todos como tio e vô. Os erês são, via de regra, responsáveis pela limpeza espiritual do terreiro.

ONDE MORAM AS CRIANÇAS

A respeito das crianças desencarnadas, passamos a adaptar um interessante texto de Leadbeater, do seu livro “O que há além da Morte”. “A vida das crianças no mundo espiritual é de extrema felicidade. O espírito que se desprende de seu corpo físico com apenas alguns meses de idade, não se acostumou a esse e aos demais veículos inferiores, e assim a curta existência que tenha nos mundos astral e mental lhe será praticamente inconsciente. Mas o menino que tenha tido alguns anos de existência, quando já é capaz de gozos e prazeres inocentes, encontrará plenamente nos planos espirituais as coisas que deseje. A população infantil do mundo espiritual é vasta e feliz, a ponto de nenhum de seus membros sentir o tempo passar. As almas bondosas que amaram seus filhos continuam a amá-los ali, embora as crianças já não tenham corpo físico, e acompanham-nas em seus brinquedos ou em adverti-las a evitar aproximarem-se de quadros pouco agradáveis do mundo astral.” “Quando nossos corpos físicos adormecem, acordamos no mundo das crianças e com elas falamos como antigamente, de modo que a única diferença real é que nossa noite se tornou dia para elas, quando nos encontram e falam, ao passo que nosso dia lhes parece uma noite durante a qual estamos temporariamente separados delas, tal qual os amigos se separam quando se recolhem à noite para os seus dormitórios. Assim, as crianças jamais acham falta do seu pai ou mãe, de seus amigos ou animais de estimação, que durante o sono estão sempre em sua companhia como antes, e mesmo estão em relações mais íntimas e atraentes, por descobrirem muito mais da natureza de todos eles e os conhecerem melhor que antes. E podemos estar certos de que durante o dia elas estão cheias de companheiros novos de divertimento e de amigos adultos que velam socialmente por elas e suas necessidades, tomando-as intensamente felizes.” Assim é a vida espiritual das crianças que desencarnaram e aguardam, sempre felizes, acompanhadas e protegidas, uma nova encarnação. É claro que essas crianças, existindo dessa maneira, sentem-se profundamente entristecidas e constrangidas ao depararem-se com seus pais, amigos e parentes lamentando suas mortes físicas com gritos de desespero e manifestações de pesar ruidosas que a nada conduzem. O conhecimento da vida espiritual nos mostra que devemos nos controlar e nos apresentar sempre tranqüilos e seguros às crianças que amamos e que deixaram a vida física. Isso certamente as fará mais felizes e despreocupadas.

FONTE:http://www.assemacuritiba.com

OUTRO TEXTO:

Crianças – Erês

Yo
= Potência, ordem, princípio

Ri
= Reinar, iluminado

Ori
= Luz, esplendor

Yori
= Potência dos puros ou da pureza

São espíritos que já estiveram encarnados na terra e que optaram por continuar sua evolução espiritual através da prática de caridade, incorporando em médiuns nos terreiros de Umbanda. Em sua maioria, foram espíritos que desencarnaram com pouca idade (terrena), por isso trazem características de sua última encarnação, como o trejeito e a fala de criança, o gosto por brinquedos e doces.

Assim como todos os servidores dos Orixás, elas também tem funções bem específicas, e a principal delas é a de mensageiro dos Orixás.

Quando incorporadas em um médium, gostam de brincar, correr e fazer brincadeiras (arte) como qualquer criança. É necessário muita concentração do médium (consciente), para não deixar que estas brincadeiras atrapalhem na mensagem a ser transmitida. É comum em uma gira de criança, ver um médium “cambaleando” antes de incorporar inteiramente, isso se dá devido a “disputa” que estes espíritos travam para ver quem incorpora primeiro, bem típico desta linha.

Os “meninos” são em sua maioria mais bagunceiros, enquanto que as “meninas” são mais quietas e calminhas. Alguns deles incorporam pulando e gritando, outros descem chorando, outros estão sempre com fome, etc… Estas características, que as vezes nos passam desapercebido, são sempre formas que eles tem de exercer uma função específica, como a de descarregar o médium, o terreiro ou alguém da assistência.

Os pedidos feitos a uma criança incorporada normalmente é atendido de maneira bastante rápida. Entretanto a cobrança que elas fazem dos presentes prometidos também é. Nunca prometa um presente a uma criança e não o dê assim que seu pedido for atendido, pois a “brincadeira” (cobrança) que ela fará para lhe lembrar do prometido pode não ser tão “engraçada” assim.

São a alegria que contagia a Umbanda; são a pureza, a inocência e, por isso mesmo, os detentores da verdadeira magia, extremamente respeitados pelos Caboclos e pelos Pretos-Velhos.

A respeito das crianças desencarnadas, passamos a adaptar um interessante texto de Leadbeater, do seu livro “O que há além da Morte”.

“A vida das crianças no mundo espiritual é de extrema felicidade. O espírito que se desprende de seu corpo físico com apenas alguns meses de idade, não se acostumou a esse e aos demais veículos inferiores, e assim a curta existência que tenha nos mundos astral e mental lhe será praticamente inconsciente. Mas o menino que tenha tido alguns anos de existência, quando já é capaz de gozos e prazeres inocentes, encontrará plenamente nos planos espirituais as coisas que deseje. A população infantil do mundo espiritual é vasta e feliz, a ponto de nenhum de seus membros sentir o tempo passar. As almas bondosas que amaram seus filhos continuam a amá-los ali, embora as crianças já não tenham corpo físico e acompanham-nas em seus brinquedos ou em adverti-las a evitar aproximarem-se de quadros pouco agradáveis do mundo astral.”

“Quando nossos corpos físicos adormecem, acordamos no mundo das crianças e com elas falamos como antigamente, de modo que a única diferença real é que nossa noite se tornou dia para elas, quando nos encontram e falam, ao passo que nosso dia lhes parece uma noite durante a qual estamos temporariamente separados delas, tal qual os amigos se separam quando se recolhem à noite para os seus dormitórios. Assim, as crianças jamais acham falta do seu pai ou mãe, de seus amigos ou animais de estimação, que durante o sono estão sempre em sua companhia como antes, e mesmo estão em relações mais íntimas e atraentes, por descobrirem muito mais da natureza de todos eles e os conhecerem melhor que antes. E podemos estar certos de que durante o dia elas estão cheias de companheiros novos de divertimento e de amigos adultos que velam solicitamente por elas e suas necessidades, tomando-as intensamente felizes.”

Assim é a vida espiritual das crianças que desencarnaram e aguardam, sempre felizes, acompanhadas e protegidas, uma nova encarnação. É claro que essas crianças, existindo dessa maneira, sentem-se profundamente entristecidas e constrangidas ao depararem-se com seus pais, amigos e parentes lamentando suas mortes físicas com gritos de desespero e manifestações de pesar ruidosas que a nada conduzem. O conhecimento da vida espiritual nos mostra que devemos nos controlar e nos apresentar sempre tranqüilos e seguros às crianças que amamos e que deixaram a vida física. Isso certamente as fará mais felizes e despreocupadas.

Torna-se necessário informar, antes de prosseguirmos, que as entidades que trabalham na Umbanda são espíritos que já cessaram o seu ciclo de encarnações, e isso inclui as crianças. O fato de se apresentarem como crianças nas incorporações e na vidência nos mostra apenas que desencarnaram bem jovens da sua última vida física. Reencarnarão somente se lhe forem solicitados os seus préstimos novamente no plano terreno, por necessidade própria ou de terceiros, a quem vêm ajudar em seu desenvolvimento e evolução espiritual.

É freqüente nos perguntarem se as crianças continuam seu crescimento na vida espiritual depois da morte física. Alguns espíritas não alimentam dúvidas a esse respeito e aduzem numerosos exemplos de crianças que, anos depois de mortas, apareceram a seus pais tão mudadas que estes não as reconheceram. Mas nós, sabendo que a alma que abandonou um corpo infantil e vai reencarnar, o faz dentro de um período relativamente curto, nos inclinamos mais a receber com incredulidade tais informações, por não concordarmos com elas. Não devemos esquecer o fato de que qualquer entidade astral pode amoldar à sua vontade um veículo para si e aparecer a outrem como bem entender.

Disso resulta que as crianças mortas há tempo suficiente para se imaginarem o que desejariam ser quando crescidas, podem mostrar-se como tais em seu pensamento e assim crescer com grande rapidez. Nestas condições, seu corpo astral apareceria segundo a sua concepção, e se fossem auxiliadas a materializá-lo, exibiriam o fenômeno do crescimento a seus admirados amigos. No entanto, tal crescimento é apenas aparente e jamais corresponde ao crescimento natural do corpo físico. Não há, portanto, dúvida de que o desejo de um menino de chegar a ser homem, determina o aparente crescimento de seu corpo nas materializações, anos depois de sua morte.

Devemos lembrar também que o corpo causal que reveste o espírito nas subdivisões superiores do plano mental, antes da sua reencarnação, é sem forma. Portanto, a forma não é importante na entidade que já venceu o ciclo de reencarnações e a evolução espiritual das crianças nada tem a ver com o seu “crescimento” nos planos espirituais, pois esse crescimento só existe no nosso limitado mundo físico. Criança evolui, mas não cresce.

Os Erês são a energia de sublimação de Pai Oxalá, o último estágio de evolução antes das Câmaras de centrifugação. É errado achar que por se apresentarem como crianças essas entidades tenham menos força ou menos evolução que as demais. É exatamente o contrário. Esses espíritos são a própria alegria. Gostam de tudo que uma criança gosta, bala, guaraná, doces, brincadeiras, mel, brinquedos.

Não devem ser confundidos com Exú Mirim (Exú adulto de uma determinada falange do Comando dos Exús) e nem com os Meninos da Poeira (crianças da primeira faixa de evolução, comandados pelo Exú Calunga). Os Meninos da Poeira gostam de algazarra, não se misturam com os Erês. Eles devem ser tratados na tronqueira, especialmente, em dia de festa dos Erês. Deve-se ofertar 7 velas azuis-escuro, 7 moedas sem validade e 1 copo de pinga com groselha.

Usamos a bala de coco nas obrigações por causa do alto teor de glicose que atua como uma bateria de força para o médium.

Os Erês tem sua correspondência nos reinos de Pai Oxalá:

» Cosme: força das águas salgadas

» Damião: força das águas doces

» Doum: força das matas

» Crispim: força do tempo

» Crispiniano: força do calor

Essas forças tem ação e reação:

ENTIDADE /AÇÃO/ REAÇÃO
Cosme /Mariazinha da Praia /Zezinho da Praia
Damião /Pedrinho /Joaninha
Doum /Tapuia /Tupiaçuzinho
Crispim /Luluzinha /Chiquinho da Gomeia
Crispiniano /Aninha /Juquinha

Dia 27/09 (Festa de Criança)

São Cosme e Damião, os santos gêmeos, nasceram na Arábia, no século III, filhos de uma família nobre. Estudaram medicina na Síria e depois foram praticá-la em Egéia. Circunstancialmente entraram em contato com o Cristianismo, tornando-se fervorosos seguidores do cristianismo.

Confiando sempre no poder da oração e na confiança da providência divina usaram sua arte médica para curar os necessitados. Não cobravam por seus serviços médicos, e por esse motivo eram chamados de “anárgiros”, ou seja, aqueles que “não são comprados por dinheiro”. O seu objetivo principal era a conversão dos pagãos à fé cristã, o que bem faziam através da prática da medicina. Desta forma, conseguiram plantar em terra fértil a semente cristã em muitos corações, sendo numerosas as conversões.

Cosme e Damião viveram alguns anos como médicos e missionários na Ásia Menor. As atividades cristãs dos médicos gêmeos chamaram a atenção das autoridades locais da época, justamente quando o Imperador romano, Diocleciano, autoriza a perseguição aos cristãos, por volta do ano 300. Por pregarem o cristianismo em detrimento dos deuses pagãos, foram presos e levados a tribunal e acusados de se entregarem à prática de feitiçarias e de usar meios diabólicos para disfarçar as curas que realizavam. Ao serem questionados quanto as suas atividades, São Cosme e São Damião responderam: “Nós curamos as doenças em nome de Jesus Cristo e pelo seu poder”. Recusando-se adorar os deuses pagãos, apesar das ameaças de serem torturados, disseram ao governador que os seus deuses pagãos não tinham poder algum sobre eles, e que eles só adorariam o Deus Único, Criador do Céu e da Terra“!

Por não renunciarem aos princípios religiosos cristãos sofreram terríveis torturas; porém, elas foram inúteis contra os santos gêmeos, e, em 303, o Imperador decretou que fossem decapitados. Cosme e Damião foram martirizados no ano de 303, na Egéia. Seus restos mortais foram transportados para a cidade de Cira, na Síria, e depositados numa igreja a eles consagrada. No século VI uma parte das relíquias foi levada para Roma e depositada na igreja que adotou o nome dos santos. Outra parte dela foi guardada no altar-mor da igreja de São Miguel, em Munique, na Baviera. Os santos gêmeos são cultuados em toda a Europa, especialmente Itália, França, Espanha e Portugal. Em 1530, na cidade de Igaraçu, em Pernambuco, foi construída uma igreja em sua homenagem.

São Cosme e Damião são venerados como padroeiros dos médicos e farmacêuticos, e por causa da sua simplicidade e inocência também são invocados como protetores das crianças.

Como acontece com tantos outros santos, a vida dos santos gêmeos está mergulhada em lendas misturadas à história real. Segundo algumas fontes eles eram árabes e viveram na Silícia, às margens do Mediterrâneo, por volta do ano 283. Praticavam a medicina e curavam pessoas e animais, sem nunca cobrar nada.

O culto aos dois irmãos é muito antigo, havendo registros sobre eles desde o século 5, que relatam a existência, em certas igrejas, de um óleo santo, que lhes levava o nome, que tinha o poder de curar doenças e dar filhos às mulheres estéreis.

Aqui no Brasil, a devoção trazida pelos portugueses misturou-se com o culto aos orixás-meninos (Ibjis ou Erês) da tradição africana yoruba. São Cosme e São Damião, os santos mabaças ou gêmeos, são tão populares quanto Santo Antônio e São João. São amplamente festejados na Bahia e no Rio de Janeiro, onde sua festa ganha a rua e adentra aos barracões de candomblé e terreiros de umbanda, no dia 27. No dia 27 as crianças saem às ruas para pedir doces e esmolas em nome dos santos e, as famílias aproveitam para fazer um grande almoço, servindo a comida típica da data: o chamado caruru dos meninos.

Segundo a lenda africana, os orixás-crianças são filhos de Iemanjá, a rainha das águas e de Oxalá, o pai de toda a criação. Outras tradições atribuem a paternidade dos mabaças (gêmeos) a Xangô, tanto que a comida servida aos Ibejís ou Erês, chamados também carinhosamente de “crianças” é a mesma que é oferecida a Xangô, o senhor dos raios, o caruru. Uma característica marcante na Umbanda e no Candomblé em relação às representações de São Cosme e São Damião é que junto aos dois santos católicos aparece uma criancinha vestida igual a eles. Essa criança é chamada de Doúm ou Idowu, que personifica as crianças com idade de até sete (7) anos de idade, sendo ele o protetor das crianças nessa faixa de idade. Junto com o caruru são servidas também as comidas de cada orixá, e enquanto as crianças se deliciam com a iguaria sagrada, à sua volta, os adultos cantam cânticos sagrados (oríns) aos orixás.

Ele foi doutor, ele me curou, ele me curou

Numa brincadeira que ele brincou, que ele brincou

Eram três crianças eu me lembro bem

O terreiro em festa eu me lembro bem

Vieram de um a um

Eram Cosme, Damião e Doum.

Onibeijada !!!

Saravá Umbanda !!!

Saudação: Erê.

Habitat: jardins, praças floridas, parques de diversão.

Essências:flor de maçã, camomila, miosótis.

Elemento: sentimento de alegria e paz.

Cor: azul claro e/ou rosa e branco.

Dia: domingo.

Local de Trabalho: jardins, praças floridas, parques de diversão.

Flores: palmas cor-de-rosa, monsenhor cor-de-rosa.

Guia: 134 contas, sendo 67 brancas e 67 rosas. Dispor 1 branca, 1 rosa, etc. Firma conforme a vibração originária. Praia: azul claro; Mata: verde; Cachoeira: amarela; Poeira: azul escuro; etc.

Libação: água com açucar, guaraná ou qualquer outro refrigerante.

Fita: azul claro, rosa, amarela, branca.

Pedras: quartzo rosa, turmalina rosa (rubelita), rodocrosita

Metal: da vibração originária.

Saúde: dores de cabeça, dores musculares e vômitos.

Objetivo: casamentos, gravidez, boas vendas

Vela: branca, azul clara e/ou rosa.

Ervas: cambará; caruru; maracujá.

Amalá: manjar, doces, cocadas

Cozinha Ritualística

Nas giras festivas de Ibeijada, normalmente há farta distribuição de doces, bolos e balas à assistência. Tradicionalmente, não devem faltar o manjar e as cocadas brancas.

Obrigação:

7 velas rosas;

1 guaraná;

1 pacote de balas de coco;

1 vidro de mel;

1 prato branco virgem;

1 copo com água mineral;

7 rosas cor-de-rosa;

fósforos;

pano rosa

FONTE: http://www.umbanda.amovoce.net

PONTOS CANTADOS

COSME E DAMIÃO

Doum, Doum, Doum,
Cosme e Damião.
Doum, Doum, Doum,
Vem saravá no meu Terreiro,
Com Crispim e Crispiniano. (bis)
Vai colher as flores,
Lá no meu jardim,
Vai Cosme e Damião,
E leva teu irmão Crispim. (bis)

COLHENDO ROSAS

São Cosme e São Damião,
São Damião cadê Doum…
Doum está colhendo rosas,
Nas roseiras de Oxum. (bis)

Oi bate palma maninha,
Camaradinha chegou. (bis)

Se eu pedir você me dá,
Um brinquedinho papai,
Pra eu brincar. (bis)

COSME E DAMIÃO
(na irradiação da falange do mar)

São Cosme e São Damião,
Sua Santa já chegou;
Veio do fundo do mar,
Que Santa Bárbara mandou.
Dois, dois, Sereia do Mar!…
Dois, dois, Mamãe Iemanjá!…
Dois, dois, meu Pai Oxalá.

CHEIRA CRAVO, CHEIRA ROSA

São Cosme e Damião,
A sua casa cheira,
Cheira a cravo, cheira rosa,
Cheira a flor de laranjeira.

Aí vem Cosme e Damião,
Vem por cima da maré,
Vem com Mamãe Oxum,
E a Virgem de Nazaré.

JESUS MANDOU

Jesus mandou as criancinhas,
Colher flores brancas no jardim,
Para enfeitar no dia de hoje,
O altar, o altar da Mãe Oxum.(bis)

OLHEI NO CÉU

Olhei e vi lá no céu
Lá no céu,
Três estrelas bem juntinhas,
Bem juntinhas,
Neste dia eu olhei lá na folhinha,
Era dia de Cosme e Damião.
Salve Eles!
Salve Eles!
Quem mandou foi Oxalá,
Para nos salvar.

Embala eu babá,
Embala eu,
Embala eu babá,
Embala eu.

COSME E DAMIÃO

Vamos chamar Doum,
São Cosme e São Damião (bis)
Pra vir comer rapadura de coco,
Junto com o Pai João (bis)

PRECE CANTADA A COSME E DAMIÃO

Saravá Doum, São Cosme e São Damião,
Nesta hora de agonia,
Vem salvar os seus irmãos (bis)
Pra tirar olho gordo, Doum,
Pra tirar a macumba, Doum…(bis)

IBÊIJI, IBEIJINHO

Ibeiji, Ibeijinho,
Como vem beirando o mar, (bis).
Ai como vem beirando o mar,
Ai como vem beirando o mar (bis)

Vem brincando na areia,
Com a espuma do mar,
Vem correndo e pulando,
Sempre a cantarolar,
Vem trazendo alegria,
Com a benção de Oxalá.

Ibeiji, Ibeijinho, …

COSME E DAMIÃO

Papai mandou as criancinhas,
Apanhar as flores no jardim (bis)
Tem rosas para Cosme e Damião, para Crispim,
Pra Simiano tem jasmim.

Hoje tem alegria no céu,
Também na terra e no mar,
Tem as flores no jardim,
Vamos todos festejar (bis)

COSME E DAMIÃO

Cosme e Damião, olha!
Rei de Umbanda já chegou, (bis).
Meu Deus, Cosme e Damião,
Vem saudar os seus irmãos (bis)

A estrela e a lua são duas irmãs,
Cosme e Damião,
Também são dois irmãos,
Oxalá, Ogum é o mesmo pai,
Filho de Umbanda,
Balanceia, mas não cai,
Filho de Umbanda,
Balanceia, mas não cai.

COSME E DAMIÃO, DOUM

Cosme, Damião e Doum,
No terreiro vão baixar,
Caboclinhos das matas,
Vamos todos saravar…

Saravá, saravá,
Vamos todos saravá,
Saravá, saravá,
Vamos todos saravá, oi

JAY E JOÉ

Bate palmas pra ganhar doce,
Bate palmas pra ganhar doce,

O caboclo Joé e o caboclo Jay,
Vão entrar no terreiro,
Pra depois sair, (bis)

OXALÁ GUIAN

Entre as palhinhas Tu és a flor,
Das criancinhas Tu és o amor,
Cabelos loiros olhos azuis,
Lírio Divino Santo Jesus…

Ai, ai, ai, ai, ai… lá em Belém,
Numa noite linda Jesus nasceu,
Como eu te adoro pequeno assim,
Jesus eu choro tem dó de mim,
Jesus eu choro tem dó de mim.

DOUM

Doum hoje é o teu dia,
Hoje tem alegria em todo terreiro,
Doum, ô ô Doum,
Saravá a Zambi,
Na linha de Umbanda,
Em todos os terreiros.

Ainda tem seu irmão,
Ainda tem seu irmão,
É Cosme e Damião,
É Cosme e Damião.

CRISPINIANO E CRISPIM

Povo de Angola
E a Falange de Ogum,
Agoiê pras crianças,
Cosme, Damião e Doum (bis)

Para a semana,
Vou fazer uma festança,
Muito bacana,
Para alegrar as crianças,
Mamãe Oxum,
Criança é tudo pra mim,
Cosme e Damião, e Doum,
Crispiniano e Crispim. (bis)

FESTA E GIRA DE COSME

Eu vi Cosme na beira d’água,
Comendo arroz, bebendo água,
Eu vi Damião na beira d’água,
Comendo arroz, bebendo água,
Eu vi Doum na beira d’água,
Comendo arroz, bebendo água,
Eu vi Crispim na beira d’água,
Comendo arroz, bebendo água,
Eu vi Crispiniano na beira d’água,
Comendo arroz, bebendo água.

PONTO DO JUQUINHA

Vamos apanhar caruru, você viu,
Lá na beira do rio, você viu,
Vamos apanhar caruru, você viu,
Lá na beira do rio, você viu.

GIRA DE COSME

Ai quando eu vim lá de cima,
Eu vim de pé no chão (bis)
Atirei primeira pedra,
Oi chapéu na mão. (bis)

COSME E DAMIÃO

Eu vim colher as rosas,
No meu jardim,
Eu vim colher as rosas,
Que eu plantei para Crispim,

Eles são dois irmãos,
Eles são dois irmãos,
Eles são dois irmãos,
É Cosme e Damião,
É Cosme e Damião.

CINCO MANOS

Olha aí vovó,
Eles são cinco manos,
Cosme, Damião e Doum,
Crispim e Crispiniano.(bis)

DIA DE COSME E DAMIÃO

Vinte e sete de setembro,
Meu terreiro está em festa,
Dia de todas as crianças,
Dia de Cosme e Damião (bis)

Já enfeitei meu terreiro,
Para esperar,
São Cosme e Damião (bis

COSME DAMIÃO E DOUM

Ó Doum, Ó Doum,
São Cosme e São Damião…
Ó Doum… ó Doum. (bis)

COSME E DAMIÃO

Egô, Egô:
Saravá Cosme e Damião. (bis)
Eu vou dizer a papai,
Camaradinha chegou (ô)!

Egô, Egô…
Salve Cosme e Damião!
Vamos salvar todos os beijes,
Camaradinhas chegaram. (bis)

CHEGARAM AS CRIANÇAS

Eu vou contar a Vovó,
Que os pequeninos não chegaram.
Ó, Cosminho, ó Mião,
Ó Crispim, Crispiniano…
Ó, Zezinho, Josefina,
Ó, Julinha, ó Doum…
Caindé…
E todos os Sete Encruzilhadas.

VAMOS BRINCAR

Vamos brincar, todos brincar!…
Brinquedinhos,
Vamos brincar!…
Todos brincam,
Oh ! Brinquedinhos. (bis)

PONTO DE IBEIJADA

Eu pedi a Oxalá…
Pra mandar as criancinhas…
Pra vir na banda,
Brincar e trabalhar.
Tem cocada,
Tem guaraná,
Ó crianças, venham me ajudar.

A SUA CASA CHEIRA

Cosme e Damião,
A sua casa cheira… (bis)
Cheira a cravo, cheira a rosa,
E a botão de laranjeira. (bis)

BRINCADEIRA DE IBEJI

Brincadeira de Ibeje, aê,
Segura um reino.
Brincadeira de Ibeje, aê,
Segura um reino.

O ANEL

Meu anel de pedra verde,
Que eu perdi no mar azul,
Quem achou foi Doum.
Quem achou foi Doum.

CRIANÇA DE ARUANDA

Crianças quando vem lá de Aruanda,
Iansã é quem manda…(bis)

Elas vem gritando, auê auê,
Ao romper da aurora. (bis)
Esquindim, esquindim,
As crianças brincam assim…
Esquindim, esquindim,
As crianças brincam assim… (bis)

MARIAZINHA DA PRAIA

Mariazinha da beira da praia,
Como é que sacode a saia. (bis)
É assim, é assim, é assim,
É assim que sacode a saia. (bis)

UM BALANCINHO

Seu eu pedir,
Você me dá. (bis)
Um balancinho, papai,
Pra eu brincar. (bis)

CARURU

Vamos apanhar, caruru,
No mato tem.
Vamos apanhar caruru,
Na beira do rio.
Vamos apanhar caruru,
Com o Faísca.
Vamos apanhar caruru,
Com Estrelinha.
Vamos apanhar caruru,
Com o Tufão.

É DAMIÃO

Que lindo cavalo branco,
Que aquele menino vem montado…
Descendo naquela serra,
Dizendo que é filho de soldado.

É Damião, é Damião,
É Damião no lindo cavalo de Ogum.(bis

NO JARDIM DAS ROSAS

Brincando no jardim das rosas,
Cosme e Damião vem na Umbanda
trabalhar,
Louvando o nome de Iansã,
Louvando o nome de Iemanjá.

FORMIGUINHA DE ANGOLA

Formiguinha d’Angola,
Como brinca…
Formiguinha d’Angola,
Vamos brincar.

PONTO DE HOMENAGEM PARA COSME E DAMIÃO, E OXUM

Hoje tem alegria,
Hoje tem alegria,
Hoje tem alegria,
No reino de Umbanda,
Hoje tem alegria.

Tem alegria no céu,
Hoje é dia de festa,
Vamos comemorar,
São Cosme, São Damião,
Oxum venha nos salvar.

BEIJADA

Oni Beijada ! Oni Beijada !

Fui no jardim colher as rosas,
A vovozinha deu-me a rosa mais formosa. (bis)
Cósme, Damião e Doum,
Crispim, Crispiano,
São os filhos de Ogum. (bis)

DOUM É AMIGO LEAL

Oni Beijada ! Oni Beijada !

Doum é amigo leal,
Sem Doum eu não posso ficar. (bis)

Cadê a Cosme ?
Não me leva no chão !
Cadê a Cosme ?
Cadê Damião ? (bis)

CAI, CAI SERENO

Oni Beijada ! Oni Beijada !

Cai, cai sereno,
Cai meu destino,
Me leva agora,
Para brincar com os meninos. (bis)
Vou pedir licença a Zambi,
Ao Sagrado Coroção,
Vamos todos bater palmas,
Pra São Cosme e Damião.

Oni Beijada ! Oni Beijada !

CRIANÇAS

Cosme, Damião,
Damião cadê Doum,
Doum foi passear,
No cavalo de Ogum.

O doi sereia do mar!
O doi minha Mãe Iemanjá! (bis)

Vamos brincar de roda,
Cosme, Damião e Doum. (bis)

Eles vêm montados,
No cavalo de Ogum,
Vem trazendo rosa,
Pra Mamãe Oxum.

FILHO DE FÉ

Filho de fé, estava doente,
Filho de fé, estava chorando,
Filho de fé, viu em beijada,
Filho de fé, já está cantando.

ELE VEM DO MAR

Ele vem do mar,
Ele vem da mata,
Ele vem da pedreira,
Ele vem da cascata.

UM TERREIRO ENFEITADO

Catarina você tem,
Um gongá que é uma beleza. (bis)
Um terreiro enfeitado,
Muito doce sobre a mesa. (bis)

IBEIJADA ESTÁ DE RONDA

Ibeijada está de ronda,
São Jorge de prontidão.
Salve o Povo de Aruanda,
Salve Cosme e Damião..

SUA MADRINHA É SEREIA

Ele é pequenininho,
Mora no fundo do mar,
Sua madrinha é Sereia,
Seu padrinho e Beira Mar. (bis)

No fundo do mar tem areia,
No fundo do mar tem areia,
Seu padrinho e Beira Mar,
Sua madrinha é Sereia. (bis)

IBEIJADA JÁ VAI EMBORA

Ibejada já vai embora,
Aruanda está lhe chamando. (bis)
Volto já girar no céu,
Oxalá está lhe esperando. (bis)

Ibejada já foi embora,
Aruanda está lhe chamando. (b is)
E foram pro jardim do céu,
Oxalá está lhe esperando. (bis)

QUANDO A LUA BRILHA

Quando a lua brilha no céu,
Clareia Umbanda. (bis)
Clareia a Beijada, que vem,
Lá de Aruanda. (bis)

NA BAHIA TEM UM CÔCO

Na Bahia tem um côco,
Côco que faz a cocada. (bis)
Côco que faz o manjar,
Para dar para a Beijada. (bis)

Doum, Doum, Doum,
Doum, Cosme e Damião. (bis)
Doum, Doum, Doum,
Fica sentado no chão. (bis)

PRECE A IBEIJADA

Salve Ibeji, Orixá da continuidade da vida. Governadores da Falange Ibeijada. Orixá criança, que alegra nossos corações e marca o inicio nossa vida. Nos leve pelos caminhos da saúde, do amor e da prosperidade assegurando-nos a união e a fraternidade. Farta seja nossa mesa e prospero seja nosso lar.

ONI BEIJADA

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Jornal Outubro

Olá pessoal, segue o jornal do mês de outubro já no site para aquela leitura…

Abs

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Próxima Gira – 21/09/2019 – Exu e Pomba Gira

O EXU
Primeiramente há que se dizer que a forma original de Exu é humana, nada tem de partes de animais, porque os espíritos que compõe a falange de Exu são espíritos como nós. Então Exu tem dois braços, duas pernas, uma cabeça, dois olhos, enfim… São assim como nós. Foram homens e mulheres normais das mais variadas profissões. Não tem nada a ver com as imagens vendidas nas casas de artigos religiosos, com chifrinhos e rabos… Exu não é o Diabo. Exu é entidade de luz (em evolução) com profundo conhecimento das leis magísticas e de todos os caminhos e trilhas do Astral Inferior. Na umbanda, os Exus trabalham em busca da evolução e da prática do bem, portanto ao contrário dos mitos envolto ao “Diabo” ou “Demônio”, os Compadres (Exus) trabalham para resolver os assuntos imediatos, mas nunca prejudicando alguém. Por mais humano que Exu se manifeste e se expresse, devemos sempre ter educação e respeito para nos dirigirmos mentalmente ou pessoalmente a qualquer um deles, pois são senhores Guias Espirituais que trabalham para Deus e os Divinos Orixás com caridade, responsabilidade e muitas vezes a nossa frente para nos defender e proteger de demandas e embates astrais negativos. O exu não é a figura grotesca, horrendas como mostram algumas estatuetas mal interpretadas. Na Umbanda, como ser humano, é idêntico a todos nós; mas sendo espírito desencarnado pode ser visto por sensitivos ou médiuns videntes ou aparece; materializado, tomando a forma que lhe convier: feia ou simpática, inclusive a de um homem viril, musculoso e bonito. Sua imagem com chifres e rabos é herança de sua identificação com o Satanás. E simplesmente um condicionamento proveniente de outras religiões. Não existe isso de que Exu tanto faz o mal como o bem e que depende de quem pede. Isso simplesmente não tem lógica. Como o Orixá iria “colocar” Exu como Guardião se ele não fosse confiável? Se ele se “vendesse” por um despacho, por cachaça, bichos, velas e outros absurdos que vemos nas encruzilhadas?
 
Se até uma criança sabe o que é “certo” e o que é “errado” Exu não vai saber? Exu não é idiota.    
 
Talvez por sua semelhança conosco, os encarnados, estas entidades transmitam uma imagem de companheiros, de amigos dos mais chegados. Os Exus nas Giras de Umbanda apreciam uma boa bebida, um bom fumo, e uma conversa regada a boas gargalhadas. Os Exus conversam com seus consulentes com igualdade, são atualizados, pois nos acompanham lado-a-lado. Por esse motivo têm a facilidade de resolver os assuntos “urgentes”, coisas que necessitam de solução imediata. O papel dos Exus é mais atuante do que se pensa. Além de serem mensageiros dos Caboclos e/ou Pretos-Velhos (depende de quem for o guia chefe do médium), ainda possuem uma destacada atuação junto a nós, pois são executores kármicos. O que exatamente isto quer dizer? Quer dizer que se nós andarmos na linha justa, se nos habituarmos a cultivar pensamentos, sentimentos e atitudes equilibradas nosso karma será certamente reduzido ao longo da vida, e nosso amigo Exu nos ajudará em tudo. Mas, se caso assim não procedermos certamente esse mesmo amigo Exu entrará em ação, efetuando a cobrança kármica para conosco mesmos, sempre em nome da Lei Cósmica Divina. Temos que ter em mente que estes amigos nada fazem por si só. Executam ordens de seus “chefes”, ou seja, nossos mentores espirituais. No trabalho do médium de Umbanda um desses Exus é o de frente. Exu é aquele que dá consulta e se coloca a serviço do Guia Chefe do médium. Exu tem mais luz que podemos supor, mas por amor ao Divino Criador e aos Amados Orixás serve à Luz nos campos trevosos, em combate a todos que blasfemam ou que atuam contra as Leis Divinas; Exu oculta sua luz pra poder entrar nos campos negativos em socorro ou combate; Exu verbaliza de forma humana para bem ser entendido por nós; Exu conhece e respeita as Leis Divinas, as Linhas de Trabalho e todos os médiuns que assim merecem ser tratados. Quando em função do trabalho que irá executar ou da “batalha” que irá travar Exu estuda o ambiente que irá entrar, em seguida vibrando numa faixa bem acima do meio que irá adentrar, estuda os seus “adversários”, suas intenções, seus planos, seus graus de compreensão, seus medos, etc. Estabelece uma estratégia e assume a configuração que irá atingir o ponto fraco da maioria do grupo que irá combater. Lembrando que Exu não trabalha sozinho, isso é feito em agrupamentos sob a supervisão direta de um enviado de Orixá. Com isto vemos outra capacidade de Exu, vibrar em faixas diferentes de energia.
 
E detalhe importantíssimo: tudo isso sem a necessidade de sacrifícios de animais e despachos em encruzilhadas, porque quem “recebe” tudo isso é kiumba! Lembrando ainda que isso não faz parte do Ritual de Umbanda!
 
Os  guardiões são os espíritos responsáveis pela disciplina e pela ordem no ambiente. Os Exus são trabalhadores que se fazem respeitar pelo caráter forte e pelas vibrações que emitem naturalmente. Eles se encontram em tarefa de auxílio. Conhecem profundamente certas regiões do submundo astral e são temidos pela sua rigidez e disciplina. Formam, por assim dizer, a nossa força de defesa, pois lidamos, em um número imenso de vezes, com entidades perversas, espíritos de baixa vibração e verdadeiros marginais do mundo astral, que só reconhecem a força das vibrações elementares, de um magnetismo vigoroso, e personalidade forte que se impõem. Essa é  a atividade dos guardiões. Sem eles, talvez, as cidades estivessem à mercê de tropas de espíritos vândalos ou nossas atividades estivessem seriamente comprometidas. São respeitados e trabalham à sua maneira para auxiliar quanto possam. São temidos no submundo astral, porque se especializaram na manutenção da disciplina por várias e várias encarnações. A reunião de Exú ou Gira de Exu tem como finalidade descarregar os médiuns e os consulentes. Unindo suas energias eles são capazes de entrar em contato e orientar mais facilmente as almas que ainda não encontraram um caminho. Estas almas vivem entre os encarnados, prejudicando-os, obsidiando-os e até mesmo trazendo-lhes um desequilíbrio tão grande que são considerados loucos. Para este trabalho eles necessitam muito de nosso equilíbrio e de nossa energia. Nosso equilíbrio é utilizado por eles no momento em que as entidades sofredoras se manifestarem com ódio, rancor, raiva, para que tenhamos bons pensamentos e sentirmos verdadeiro amor e harmonia para que desta maneira tocamos seus sentimentos mais puros e não as deixemos tomar conta da situação e, quem sabe, até as persuadir a mudarem de caminho libertando-se assim do encarnado ao qual está ligada; nossa energia é utilizada em casos em que estas almas estão sofrendo com o desencarne, tristes, com dores, humilhadas, desorientadas, assim eles transformam as nossas energias em fluidos balsâmicos que as ajudam, em muito, na sua recuperação. Muitas destas almas desorientadas não conseguem nem se aproximar dos Terreiros de Umbanda pois os Exús da Tronqueira ficam encarregados de fazerem uma triagem liberando a passagem apenas das almas que eles percebem já estarem prontas para o socorro, ou seja, prontas para seguirem um novo caminho longe do encarnado ao qual estava apegada. Este trabalho de separação é feito por eles com muito empenho e seriedade e será melhor sucedido se o encarnado der continuidade ao mesmo, pelo menos melhorando os seus pensamentos e se livrando da negatividade e do medo. Os Exús são almas que riem, fazem troça, mas não brincam em serviço. Por este motivo, gostaríamos que todos, não só os médiuns, tivessem por eles o maior respeito e consideração, pois são eles os nossos guardiões e, também, da sessão de Gira, reponsabilizando-se pela limpeza dos fluidos ou energias mais pesadas. Cada pessoa que entra em uma casa de Umbanda traz consigo seu saco de lixo cheio (são seus pensamentos, suas raivas, suas desilusões…) e são os Exús os trabalhadores encarregados de juntarem todos estes sacos para descarregar, dando a cada um de nós a oportunidade de diminuirmos o nosso lixo e facilitando nossas próximas limpezas. Cada vitória nossa é para estas Almas trabalhadoras um passo no caminho do desenvolvimento.
 
Nas sessões ritualísticas umbandistas, dificilmente um dirigente de terreiro tem força suficiente para desmanchar um trabalho de Magia Negra, usando apenas o seu guia (ou orixá, como queiram). Mesmo porque cada qual tem seu campo de ação “limitado”. O preto-velho, o caboclo, por exemplo, não descem às camadas vibratórias mais densas com a finalidade de demandar com o exu, assim como o engenheiro não vai preparar argamassa ou carregar tijolos para a construção do edificio. Este o motivo pelo qual, consultamos o preto-velho ou o caboclo, percebendo tratar-se de caso pesado de magia negra, alegam ser coisa para o “compadre” resolver. Que chamem o exu da casa. Logo, cada um tem atribuições próprias dentro da área vibratória que lhe corresponde. Em alguns casos, pode o caboclo, o preto velho desmanchar trabalhos de Quimbanda, embora não seja o normal.   Aos Exus de trabalho podemos pedir ajuda na solução de problemas e ajuda a outras pessoas, sempre conscientes do nosso e do merecimento alheio, sempre sob as Leis de Deus. Ao Exu Guardião devemos pedir somente auxílio nas questões pessoais, no sentido de amparo, sustentação, proteção e condução na linha reta evolutiva. A todos devemos sempre ter respeito, tratando-os com reverência, pela alcunha de senhores.
 
É necessário entender que na Umbanda não há matança de animal e nem trabalho de amarração. Não fazemos trabalhos para trazer a pessoa em “X” dias de volta. Fuja correndo de quem cobra por consultas ou trabalhos. Na Umbanda não existe nenhum tipo de cobrança. Lembre-se sempre: a Umbanda é Amor e Caridade!
 
A POMBA-GIRA
A Pomba-Gira é uma entidade espiritual de psiquismo feminino, pertencente, tanto às linhas da Umbanda como da Quimbanda. Era invocada na Idade Média com o nome de Klepoth, como também é conhecida no Ocultismo.  As Pomba-Giras adoram dançar, na maioria das vezes usam roupas coloridas, extravagantes, geralmente em tons de vermelho e preto, apreciam um bom cigarro, Champagne (em uma bela taça, lógico), a maioria delas se utilizam de rosas vermelhas em suas magias, são vaidosas, sensuais, e extremamente ligadas ao amor. Ajudam nas situações mal resolvidas do coração, que é fator predominante para se viver bem. Sua cor é o vermelho vivo, tanto nas velas como nas roupas e guias (colares). Adora rosas vermelhas, cor de sangue, roupas elegantes, jóias e perfumes caríssimos. A Pomba-Gira comanda 7 falanges compostas de 7 legiões de Pomba-Gira, cada uma das quais toma diversas identificações: Maria Padilha, Maria Molambo, Sete Saias, Pomba-Gira Menina, da Praia, das Almas, das Matas, etc.  As moças, também chamadas assim de forma carinhosa por todos nós filhos de Umbanda, geralmente se manifestam na Gira dos Exus, pois são elas as companheiras dos Compadres. Cada uma do seu jeito, mas sempre com a beleza e a sensualidade estampadas em seus trejeitos. Assim são as moças, alegres, belas, e profundas conhecedoras do coração. Exu e Pomba Gira quando incorporados em seus médiuns, podem se apresentar de duas maneiras básicas: alegres ou sérios. Mas mesmo na alegria não há desrespeito ou comportamentos inadequados a um templo religioso.  Exu e Pomba Gira são espíritos em busca de evolução e compromissados com a espiritualidade superior. Agora, o que tem de obsessor e kiumba que se faz passar por Exu e Pomba Gira não está no gibi! E a culpa é de quem? Dos médiuns invigilantes e trapaceiros! Que usam a sua mediunidade a serviço do astral inferior! São esses absurdos que fizeram com que a Umbanda e os Exus e Pomba Giras fossem tão detestados por outras religiões! Cada filho de Umbanda tem seu Exu individual e sua Pomba Gira. Cada um dos Orixás, com seus correspondentes padrões vibratórios, possui seus Exus.  Vale ressaltar que a Gira de Exus e Pomba-giras são das mais concorridas pela assistência de Umbanda.
 
Agora já podemos começar a mudar nossos conceitos de Exú e Pomba Gira. Então, vamos ver os Exús como aqueles lixeiros alegres que passam pelas ruas recolhendo toda a “sujeira”. Vêm com brincadeiras e algazarras, mas fazem um trabalho enorme em benefício da sociedade, que diga-se de passagem é muito pouco reconhecido. E as Pomba-giras seriam as “margaridas” mulheres que trabalham também na limpeza das ruas de nossa cidade, exercendo a sua profissão com presteza e determinação. Assim como devemos ter um conceito mais respeitoso do Exú, devemos também dedicar mais respeito aos trabalhos das Pombas Giras, deixando de encará-las como mulheres vulgares e da vida, que só vêm “para arranjar casamento” ou o que é pior, para desfazer casamentos… Isto é uma coisa absurda e vulgar… O trabalho da Pomba Gira é sério. É também um trabalho de descarrego, de limpeza, de união entre as pessoas. De abertura dos caminhos da vida, seja do ponto de vista material, mental ou espiritual.
 
Esses lixos são:   – Nossos pensamentos e atos negativos.  – A sociedade desigual, perversa e preconceituosa.  – Nossas emoções negativas e egoísta se sobrepondo a nossa capacidade de amar.
 
Por isso devemos respeitar ao máximo o trabalho dos Exús, levando-os a sério e não os desrespeitando e nem os menosprezando.  
 
Exu e Pomba Gira é Mojubá,
Laroyê Exu e Pomba Gira… Me guardem sempre! Muita Paz e Luz a todos!!!
 
Fonte:  Os Exus – J. Edson Orphanake; Os Orixás Umbanda – José Luiz Lipiani; Tambores de Angola – Robson Pinheiro; Os Exus – Sociedade Espiritualista Mata Virgem

Jornal setembro 2019

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Jornal setembro
Boa leitura..
Douglas